segunda-feira, 18 de maio de 2020

“O sexo foi maravilhoso! Mas não trocamos telefone e agora sinto um vazio”

Ilustração: Caio Borges/UOL

“Fiquei retida numa conexão em São Paulo, incomodada por perder quatro horas presa no aeroporto. Sentei num café com uma revista na mão e fui abordada por um cara, com um jeito entre gentil e misterioso. Quando perguntei seu nome, disse que não queria saber o meu, mas poderíamos inventar algum para cada um de nós. Sorrimos juntos e a partir daí foi só sedução de ambas as partes. O voo atrasou mais ainda, e não resistimos: fomos parar no hotel do aeroporto. O sexo foi maravilhoso! Mas nos despedimos apressados para eu não perder meu voo. Não trocamos telefone. Sentada dentro do avião, me bateu aquela sensação de vazio….”

***

Amor e sexo são impulsos totalmente independentes e pode haver prazer sexual pleno totalmente desvinculado das aspirações românticas. Não há motivo para o sexo não ser ótimo quando praticado por duas pessoas que sentem atração e desejo uma pela outra. Os homens sempre souberam disso e nunca se furtaram às relações sexuais com parceiras eventuais.

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O sexo, quando vivido sem medo ou culpa, pode levar a uma comunicação profunda entre as pessoas. Mas há mulheres que tentam se convencer de que sexo e amor têm que caminhar sempre juntos. Recusam-se a fazer sexo no primeiro encontro, mesmo quando há muito desejo. Acreditam que ao ceder, o homem vai desvalorizá-la. É a submissão ao homem, ou seja, a crença de que têm que corresponder ao que imaginam ser a expectativa dele.

Muitas alegam que, após um sexo casual, se sentem frustradas e surge uma sensação de vazio. Mas de uma transa sexual com alguém que mal se conhece e, de quem não se pretende nada mais além da troca de prazer, só se pode esperar algumas horas muito agradáveis e ótimas lembranças.

A frustração e o vazio têm muito mais a ver com uma expectativa não satisfeita do que com o sexo em si. A questão é que, como o sexo não é visto como algo natural, costuma-se misturar as coisas e se busca algo além do que prazer: continuidade da relação — namoro ou casamento.

Embora ainda existam críticas ao sexo casual, penso que o prazer sexual independe do amor ou do conhecimento profundo de alguém. Para um sexo ser ótimo basta haver desejo e nenhum preconceito. E uma camisinha na bolsa, claro!


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sábado, 16 de maio de 2020

Libertando o sexo a distância durante o isolamento

(lustração: Caio Borges)

Em tempos de isolamento social, pesquisa do aplicativo de relacionamentos happn, com mil usuários, no Brasil, mostrou que 31% dos participantes responderam que já praticaram o sexting — sexo principalmente por mensagens de texto — desde o início do relacionamento, 16% por texto, 10% com ajuda de fotos e 5% com vídeo. Desses usuários, 15% aderiu à prática pela primeira vez.

Muitos dizem não conseguir entender essa forma de sexo e tentam desqualificá-lo. Penso que a estranheza ocorre porque qualquer forma de pensar e viver diferente da que se está habituado gera insegurança e medo. Afinal, o novo assusta. Ainda mais no que diz respeito aos relacionamentos amorosos e sexuais!

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Ainda há no sexo muitos tabus e preconceitos. Desde cedo, as crianças aprendem a associar sexo a algo sujo e perigoso, porque ouvem as pessoas usarem o sexo para xingar e ofender a alguém. Todo palavrão tem conotação sexual.

Não é difícil perceber que a doutrina de que há no sexo algo pecaminoso é totalmente inadequada, causando sofrimentos que se iniciam na infância e continuam pela vida afora. Sem ser percebida como tal, a repressão sexual vai se instalando e condiciona o surgimento de valores e regras para inibir a sexualidade das pessoas. Tudo isso passa a ser visto como natural, fazendo parte da vida, o que causa grandes prejuízos.

A filósofa Marilena Chauí diz: “A repressão sexual pode ser considerada como um conjunto de interdições, permissões, normas, valores e regras estabelecidas, histórica e culturalmente, para controlar o exercício da sexualidade. Inúmeras expressões sugerem, o sexo é encarado por diferentes sociedades (e particularmente pela nossa) como uma torrente impetuosa  e cheia de perigos —  estar “perdido de amor”, “cair de amores”, ser “fulminado pela paixão”, receber as” flechas do amor”,” morrer de amor”.

Embora a maioria já não acredite que o sexo em si seja algo tão mau, de forma inconsciente ele continua sendo vivido como algo perigoso. Não é de admirar que tanta gente renuncie à sexualidade e que a atividade sexual que se exerce na nossa cultura gere tantos conflitos.


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quinta-feira, 14 de maio de 2020

Sem passar vergonha: tudo que precisamos saber sobre assexualidade!

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Não podemos negar, a sexualidade humana é um assunto incrível – que a gente adora, inclusive. Mas quando pensamos nisso, é normal que ainda nos restem dúvidas persistentes e uma das mais recorrentes está relacionada com a assexualidade.

Você já ouviu esse termo? De forma bem básica, até porque o assunto é muito profundo e complexo, podemos chamar de assexual pessoas que não sentem atração sexual por outros indivíduos

A assexualidade pode ser uma realidade total, condicional ou parcial. Essa é uma das orientações sexuais que estão representadas na sigla LGBTQI+ e também uma das menos conhecidas, o que gera muito desserviço para toda a comunidade.

Pensando nisso, a Dona Coelha reuniu algumas das informações mais importantes sobre o assunto, para apresentá-las a você da forma mais objetiva possível. E aí, vamos entender melhor o que é assexualidade e evitar passar vergonha por pura desinformação? Continue a leitura.

5 fatos sobre a assexualidade: desconstruindo estigmas

Assim como acontece na quebra de tantos padrões sociais voltados à sexualidade, pessoas assexuais costumam sofrer com o estranhamento de indivíduos que tiram conclusões super precipitadas sobre pessoas que não possuem ou possuem menos interesse em sexo.

Para iniciar um processo de desconstrução desses estigmas e ajudar a espalhar boa informação por aí, selecionamos cinco fatos que todo mundo precisa saber. Elas são essenciais para que possamos crescer juntos como sociedade, com empatia e respeito.

Primeiro fato: assexualidade não é doença, nem trauma

É cansativo bater na mesma tecla todas as vezes, não é mesmo? Porém, isso é algo importante, então vale a pena lembrar: nenhuma orientação sexual é doença, nem mesmo a assexualidade.

O fato de alguém não sentir interesse sexual não precisa, necessariamente, envolver um motivo. Simplesmente não existe aptidão sexual e isso é tudo, não é preciso justificativas, não faltou “uma transa de verdade” na vida da pessoa. É preciso respeitar esse fato ao invés de tentar resolvê-lo.

Segundo fato: sim, pessoas assexuais se relacionam afetivamente

amor e assexualidade dona coelha

Esse é um dos pontos mais complexos na mente de uma pessoa sexuada, conseguir separar relacionamentos afetivos de vida sexual. Ao contrário do que se pensa por aí, existe amor sem sexo e nem sempre ele é chamado de amizade.

Se quiserem, assexuais podem (e devem, né?) namorar ou construir qualquer outro tipo de relacionamento afetivo. Afinal, a necessidade de estabelecer vínculos emocionais e amorosos também é uma realidade para eles.

A diferença está no fato de que, nesses casos, o sexo será uma restrição no relacionamento. É muito importante enxergar isso de maneira positiva, afinal todos nós precisamos amar e ser amados, compartilhar a vida.

Terceiro fato: a assexualidade possui nuances importantes

Dizer que existem vários tipos de assexualidade talvez não seja a melhor maneira de nos referirmos às nuances dessa orientação sexual. Afinal, existem assexuais românticos, outros que não nutrem nenhum tipo de envolvimento romântico.

Também existem pessoas que se sentem atraídos sexual com determinadas condições. Trata-se da assexualidade condicional. É o caso dos demissexuais, por exemplo, que sentem atração sexual desde que desenvolvam sentimentos pela pessoa.

É por isso que não podemos colocar todos os indivíduos apenas em uma definição e esperar que isso seja justo. Tudo pode variar de uma pessoa para outra.

Quarto fato: a assexulidade não é um bixo de sete cabeças

assexualidade assexuais dona coelha

No final da década de quarenta, começaram a surgir os primeiros estudos científicos que se aprofundaram nos temas sobre a assexualidade. Um dos nomes mais conhecidos no contexto da época foi Alfred Kinsey, biólogo que divulgou pesquisas apontando que pelo menos 1% da população mundial afirmam não sentir atração sexual.

Esses estudos continuaram acontecendo, até que a 26 anos atrás, na Inglaterra, pesquisadores chegaram a exatamente a mesma porcentagem.  Isso demonstra que a assexualidade é uma realidade comum para muita gente.

Sendo assim, deve ser tratada de forma como é, não como um bicho de sete cabeças. Esse é um dos motivos pelos quais evitamos normatizar o sexo por aqui, afinal, assexuais também possuem libido, mas ela pode simplesmente ser canalizada em aspectos não eróticos.

Quinto fato: assexuais não são celibatários, nem coitadinhos

Existem pessoas, em contextos religiosos, que se abstém de relações sexuais voluntariamente. Normalmente, essas pessoas passam por um processo de voto ou doutrinação que despertam esse posicionamento.

No entanto, essas pessoas são chamadas de celibatários, não são assexuais. Nesses casos eles podem – ou não, sentir atração sexual, enquanto a assexualidade prevê a falta de interesse.

Além disso, vale a pena lembrar que a assexualidade é uma orientação válida, assim como qualquer outra, portanto, não há sentido em enxergar pessoas assexuais como “coitadinhos que não transam”.

Muito pelo contrário, esse é um grupo tão importante quanto e precisa receber o devido respeito, assim como qualquer outro. É hora de jogarmos nossos comentários, piadinhas e dúvidas impertinentes no lixo!

E aí, gostou do post? Esperamos que ele tenha te ajudado a conhecer um pouco melhor a assexualidade. Sempre vale a pena estudar sobre esse assunto! E para não perder nenhum dos nossos conteúdos, continue de olho em nosso blog e também em nosso perfil do instagram!

Nos vemos no próximo post!

> Dona Coelha


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Medo de ficar só? Existe tanta solidão entre casados quanto entre solteiros

Ilustração: Caio Borges/UOL

Há algumas semanas, ouvi no consultório uma mulher de 35 anos dizer que quer muito se casar por temer a solidão na velhice. Lembrei-me então do que me disse, há alguns anos, a escritora Marina Colasanti: “Um dos elementos que causam a solidão dentro do casamento é que as pessoas evoluem em direções tão opostas que de repente uma não tem nada mais a ver com a outra. Podem se afastar quando um dos dois se volta muito para si. Isso é comum acontecer com os velhos.”

Regidos pelo amor romântico, fomos levados a acreditar que com o casamento as pessoas alcançarão uma complementação total, que os dois se transformarão numa só, que nada mais irá lhes faltar e, para isso, fica implícito que cada um espera ter todas as suas necessidades pessoais satisfeitas pelo outro.

Veja também:

O problema é que em pouco tempo essas expectativas se mostram incompatíveis com a realidade, e as frustrações vão se acumulando. Na busca de segurança afetiva, qualquer preço é pago para evitar tensões decorrentes de uma vida autônoma. Por medo da solidão, as pessoas suportam o insuportável tentando manter a estabilidade do vínculo.

O historiador inglês Theodore Zeldin afirma que o medo da solidão assemelha-se a uma bola e uma corrente que, atados a um pé, restringem a ambição, e são um obstáculo à vida plena, tal e qual a perseguição, a discriminação e a pobreza. Se a corrente não for quebrada, para muitos a liberdade continuará um pesadelo.

Segundo ele, a crença mais gasta, pronta para a lixeira, é que os casais não têm em quem confiar salvo neles próprios, o que é tão infundado quanto a crença de que a sociedade condena os indivíduos à solidão. Na realidade, existe tanta solidão entre os casados quanto entre os solteiros.

Não há dúvida de que o medo da solidão é responsável por muitas opções equivocadas de vida. O psicoterapeuta e escritor Roberto Freire não tem dúvida de que risco é sinônimo de liberdade e que o máximo de segurança é a escravidão. Ele acredita que a saída é vivermos o presente através das coisas que nos dão prazer.

A questão, diz ele, é que temos medo, os riscos são grandes e nossa incompetência para a aventura nos paralisa. Entre o risco no prazer e a certeza no sofrer, acabamos sendo socialmente empurrados para a última opção.


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terça-feira, 12 de maio de 2020

Aprenda como usar vibrador: dicas e passo a passo!

Veja o conteúdo no site: Aprenda como usar vibrador: dicas e passo a passo!

Vamos falar de coisa boa?! Hoje o assunto é daqueles que dão muito prazer, mas tem pegada de aulão também. A Dona Coelha vai te ensinar a como usar vibrador, para que você se entregue de vez ao lado bom da vida!

A gente poderia estar falando de várias coisas dentro desse tema: os melhores, quais os tipos etc, mas de nada adiantaria se você não souber como colocar o toy para funcionar e aproveitar tudo que ele tem para te oferecer.

Afinal, pode parecer bobo, mas muitas pessoas ainda não têm um brinquedo porque possuem dúvidas e inseguranças em relação ao seu uso. Por isso, vamos começar do zero e te ensinar um passo a passo básico para usar vibradores e gozar muito!

Preparados? Então, continue lendo com muita atenção e não erre mais na hora de brincar, sozinha(o) ou acompanhada(o). Vamos lá?!

Antes de usar o vibrador, você sabe o que é esse toy?

Essa pode ser uma pergunta simples, mas muita gente acha que todo vibrador é um “pênis de borracha” que fica tremendo. O nome dos briquedos sexuais que imitam o órgão genital masculino é dildo, vibrador não necessariamente segue esse ideal “realístico”.  Você pode entender melhor a diferença entre os toys aqui no nosso blog.

O que nos importa agora é que você entenda o que é vibrador: ele é um aparelho que emite ondas vibratórias para estimulação sexual, podendo ou não ser usado para imitar a penetração vaginal ou anal.

Sem falar que existe vibrador para estimulação criotoriana, da próstata, do ponto G feminino e muito mais! As possibilidades de tamanhos, intensidades de vibração e funcionalidades são imensas e vão muito além da penetração, como muita gente pensa por aí – ainda bem, né?!

Como usar vibrador: dicas para prazeres diferentes

Seria muito simples, para mim, falar apenas sobre os vibradores que podem simular a penetração, mas a Dona Coelha quer que você tenha um mundo inteirinho de possibilidades de prazer. Por isso, para dar as minhas dicas e tutoriais, vou primeiro falar sobre a forma de uso de acordo com os modelos de vibrador. Confira:

  • Estimulação na vagina

O uso mais popularizado dos vibradores é para a estimulação da vagina, quando rola a penetração mesmo. Uma das etapas mais importantes nesse uso é a lubrificação, nada de introduzir o toy sem estar bem molhada.

Assim como com o pênis, ela é essencial para que você sinta prazer e não desconfortos. Nesse caso, o uso de um lubrificante é super recomendado. Então, encontre uma posição confortável e, quando estiver bastante excitada, introduza o brinquedo sexual no canal vaginal.

Você pode controlar as vibrações e a intensidade do seu toy, aumentando e diminuindo conforme a sua vontade. As pulsações vão estimular o clitóris internamente (não entendeu?  Então aprenda tudo sobre o clitóris nesse post). Isso vai dar muito prazer!

De quebra, você pode mesclar movimentos que simulem a penetração, conforme você gosta – dessa vez, você está totalmente no controle!

  • Estimulação clitoriana

Já que trouxemos ele à tona, vamos falar dos vibradores que estimulam o clitóris, nossa principal fonte de prazer. Quando você conhece os poderes mágicos do seu “sininho”, não vai querer parar de brincar nunca mais!

Como a região é muito sensível, inicie com intensidades leves de vibração e movimentos suaves. Aos poucos, você pode ir aumentando os estímulos para ter ainda mais prazer – esteja preparada para chegar a orgasmos intensos!

  • Estimulação na próstata

Você já ouviu falar em ponto G masculino? Pois é, isso tem tudo a ver com a próstata e, para estimulá-lo, é possível contar o auxílio de vários vibradores e estimuladores de próstata

Isso pode ser novidade pra muita gente, porque a estimulação com penetração no ânus, seja de dedos ou toys, ainda é um tabu muito grande, principalmente entre homens cis heterossexuais.

Se você quer aproveitar o máximo de prazer que seu corpo pode oferecer, então se liga: muito lubrificante e relaxamento! Para sentir prazer nessa região, você precisa estar super à vontade!

  • Estimulação anal

Para quem já é adepto ao sexo anal ou está afim de experimentar, saiba que o uso de vibradores pode te dar ainda mais prazer! Mas essa região exige muitos cuidados, senão pode se tornar uma verdadeira dor de cabeça!

Os toys para o ânus devem sempre contar com uma trava de segurança, para que ele não seja “sugado” por aquela pressão natural do órgão, de aperta e solta. Aí já viu, o seu momento de prazer pode se tornar uma visitinha ao médico.

Capricha no lubrificante, fica super relax e se prepara! Ah, a estimulação do períneo pode ser uma ótima forma de se preparar para a penetração anal – aquela partezinha entre a vagina e o ânus (nas mulheres) ou entre o ânus e o saco escrotal (nos homens), que também é super sensível.

Ah, lembre-se de usar camisinha no vibrador, principalmente se você também brincar com ele na vagina: saúde em primeiro lugar, galera!

Para você ou para nós: um sex toy super versátil

Agora que você já sabe como usar os vibradores e os cuidados que deve ter para que o prazer não seja substituído pelo desconforto, vamos falar de algumas vantagens desse brinquedo erótico?

A primeira delas, e talvez mais importante, é a possibilidade do autoconhecimento. Essa é uma forma incrível de se entender e conhecer seu corpo e o que você gosta. Explore seus sentidos, as zonas erógenas e tudo mais, assim você vai ter muito prazer

Além de poder ser usado para masturbação individual, você pode colocar o vibrador no relacionamento a dois! O parceiro ou parceira para estimular você e vice-versa, assim, vocês apimentam a relação e deixam tudo mais divertido e inusitado.

Para os casais heterossexuais, vocês podem estar se preocupando atoa, pensando que o toy substitui o homem. Dá uma olhadinha nesse post do blog, que a Dona Coelha já explicou tudinho e tranquilizou vários corações!

Cuide do seu brinquedo erótico: limpe o vibrador!

Antes e depois de cada uso, é essencial que você limpe seu toy com água e sabão, ou com produtos apropriados no caso dos vibradores que não são à prova d’água. Só assim você evita algum tipo de contaminação ou infecção – e nada de emprestar o toy para ou de alguém!

Guarde seu amigo em um lugar seco e sem iluminação, como na gaveta mesmo. Quanto mais e melhor você cuidar dele, mais intensa e duradoura será a relação de vocês.

Agora você já sabe como usar vibrador, como cuidar dele, os prazeres que ele pode te permitir e muito mais… Tá esperando o que?! Mãos à obra! Pegue o seu e divirta-se, a equipe Dona Coelha deseja muito prazer para você!

Gostou do conteúdo de hoje? Então, acompanhe a Dona Coelha nas redes sociais e fique por dentro de mais assuntos sobre sexo, relacionamento, toys e muito mais! Até o próximo post!

> Dona Coelha


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segunda-feira, 11 de maio de 2020

“Minha namorada reage com vergonha e culpa a qualquer contato sexual”

 

“Tenho 32 anos e estou namorando, há oito meses, uma mulher que tem 30. Gosto de muitos aspectos dela, só que estou desanimado quanto ao sexo. A forma como ela reage a qualquer contato sexual a faz parecer uma menina de 12 anos. Ela tem vergonha e por qualquer coisa sente culpa. Sua família é muito religiosa e ela teve uma educação rígida, principalmente, quanto ao sexo. Não gostaria de transar com outras mulheres, mas acho que não vai dar para continuar desse jeito.”

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É difícil encontrar alguém que nunca tenha sentido vergonha ou culpa por causa de sexo. Esses sentimentos, tão presentes na nossa cultura, fazem com que quase todos se recriminem por suas atividades ou mesmo por seus desejos, como se não fossem algo humano.

No mundo ocidental, o corpo é visto como inimigo do espírito. Aprendemos a nos sentir envergonhados e culpados por ele, principalmente pelos órgãos sexuais e suas funções. Há muito tempo nos ensinam que imagens do corpo humano nu, particularmente experimentando o prazer sexual, são obscenas. E mesmo quando se consegue rejeitar conscientemente todo esse moralismo, a mensagem negativa é absorvida sem que se perceba.

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As antigas civilizações tinham atitudes bem diferentes diante da nudez e do sexo. Desconheciam o conceito de obscenidade, e as imagens dos órgãos sexuais eram encaradas com naturalidade. Mas no momento em que a ideologia da supremacia do homem condicionou o modo de viver da humanidade, a sexualidade começou a tomar outro rumo.

Obcecados pela certeza da paternidade, os homens reprimiram de todas as formas a sexualidade feminina. Mais tarde, na Idade Média (séculos 5 ao 15), o corpo humano foi condenado por conta do pecado original, e a anti sexualidade se tornou um refrão obsessivo.

Por mais incrível que pareça, o hábito do banho também foi atacado, considerando-se que qualquer coisa que tornasse o corpo mais atraente era incentivo ao pecado. Os piolhos eram chamados de pérolas de Deus, e estar sempre coberto por eles era marca indispensável de santidade. A falta de higiene era vista como pré-requisito para a salvação da alma. Uma freira, por exemplo, ficou 53 anos sem lavar qualquer parte do seu corpo, com exceção dos dedos.

A impressão é a de que temos um gatilho de culpa pronto para disparar e nos atingir à menor provocação. É claro que a consequência dessa visão tão distorcida do corpo humano é dramática: o grande número de pessoas frustradas e insatisfeitas.


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sábado, 9 de maio de 2020

A ausência de contato físico com a pessoa amada durante a pandemia

Ilustração: Caio Borges/UOL

 

O epidemiologista Neil Ferguson insistia na importância de manter o confinamento e defendia que o isolamento social continuasse em vigor no Reino Unido até que os cientistas encontrem uma vacina eficaz contra o coronavírus. Ele foi coautor de um relatório que previa até meio milhão de mortos pela Covid-19 se o governo não endurecesse sua estratégia.

Após receber a namorada, o assessor do governo britânico se demitiu por ter violado o isolamento por ele proposto, o que foi denunciado pelo jornal The Daily Telegraph.

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Não é fácil de lidar com a ausência física da pessoa amada em tempos de isolamento. A necessidade de tocar, abraçar e acariciar é uma constante. A pele, o maior órgão do corpo, até há pouco foi negligenciada.

Ashley Montagu, um especialista americano em fisiologia e anatomia humana, se dedicou, por várias décadas, ao estudo de como a experiência tátil, ou sua ausência, afeta o desenvolvimento do comportamento humano. A seguir algumas de suas considerações.

A linguagem dos sentidos, na qual podemos ser todos socializados, é capaz de ampliar nossa valorização do outro e do mundo em que vivemos, e de aprofundar nossa compreensão em relação a eles. Tocar é a principal dessas linguagens. Nosso corpo é o maior playground do universo, com mais de 600 mil pontos sensíveis na pele.

O sexo tem sido considerado a mais completa forma de toque. É possível ficar muito tempo acariciando alguém sem repetir nunca a mesma sensação. Em seu mais profundo sentido, o tato é a verdadeira linguagem do sexo. É principalmente através da estimulação da pele que tanto o homem quanto a mulher chegam ao orgasmo, que será tanto melhor quanto mais amplo for o contexto pessoal e tátil.

Montagu acredita que a estimulação tátil é uma necessidade primária e universal. Ela deve ser satisfeita para que se desenvolva um ser humano saudável, capaz de amar, trabalhar, brincar e pensar de modo crítico e livre de preconceitos.


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