terça-feira, 23 de junho de 2020

Orgasmo: o que é e como chegar lá? Dona Coelha responde!

Veja o conteúdo no site: Orgasmo: o que é e como chegar lá? Dona Coelha responde!

Você sabe o que é orgasmo? A melhor parte do sexo, definido pelo dicionário como o momento máximo do prazer e da excitação, que causa efervescência de sentimentos ao mesmo tempo em que gera uma incontrolável e intensa satisfação. Ahh… o orgasmo!

Tão bom e prazeroso, pode-se dizer que ele nem precisa de uma definição, não é mesmo? Porém, é incrivelmente grande o número de pepecas que ainda não provaram o clímax da sexualidade e que procuram por dicas e formas de como alcançar esse prazer tão intenso e inesquecível.

Justamente por isso, o post de hoje da Dona Coelha é para você que quer entender mais a fundo o que é e quais as melhores formas de ter um inesquecível orgasmo! Ficou com água na boca? Então, vamos lá!

O que é orgasmo? Desvendando o mistério!

Biologicamente explicável, o orgasmo é uma inteligente armadilha do processo evolucionista. Ele tem como principal objetivo garantir a reprodução das espécies, atraindo-as para o ato sexual através do prazer alcançado durante a sua prática.

Mas, nós, seres humanos, diferente de vários outros animais, buscamos transar em qualquer época do ano e puramente por prazer. Quando você descobre que os níveis de relaxamento e euforia podem ir além do que você está acostumade, nunca mais abre mão de um bom sexo com orgasmo!

Cérebro em ação: os efeitos na mente!

Se você acredita que o sexo é exclusivamente função do corpo, está muito enganade! Todo o cérebro está atento e funcionando ao longo do processo, desde as preliminares até o orgasmo.

O córtex é o primeiro que trabalha. Ele processa as imagens, os gestos e demais dados emitidos pelo parceiro ou parceira e os encaminha para o septo. Essa região do sistema límbico é a responsável por comandar as sensações de prazer.

Rapidamente, outra parte do órgão, o hipocampo, determina se essas informações agradam ou não. Para os casos positivos, imediatamente é emitida a ordem para que os órgãos sexuais comecem a se excitar, enquanto substâncias são enviadas por meio do fluxo de sangue.

É incrível como o corpo humano funciona como uma máquina, não é? Chegar ao orgasmo é bem mais complexo do que parece e muito mais fácil de acontecer do que você imagina!

Durante o sexo, as estimulações fazem com que o sistema límbico continue sendo acionado. Dessa forma, interfere no funcionamento de diversas áreas cerebrais, que começam a gerar reações involuntárias no corpo.

Com o ritmo intensificado o corpo é direcionado para atingir o seu clímax: um delicioso orgasmo! Aulão de biologia, não é?! Mas, calma, ainda não acabamos!

A Hora H – explosão de sensações!

Preparades? É aqui vai a explicação biológica para o orgasmo:

O sistema nervoso emite uma ordem para que os batimentos cardíacos acelerem – garantindo, assim, que não falte sangue nos músculos. Ao mesmo tempo, os pulmões colaboram possibilitando uma respiração mais rápida e curta.

O suor, presente na maioria dos casos, é uma defesa do sistema humano que procura manter a estabilidade do corpo nesse momento de euforia. E, para não dar “pane”, o organismo recebe um jato de endorfina, que resulta em um efeito calmante e de relaxamento profundo.

Como saber se tive um orgasmo? Entenda os sinais!

Ufa, muita coisa e muitos nomes estranhos envolvidos, não é?! Não se preocupe, a Dona Coelha simplifica! Aqui vai uma explicação no “bom português” para você saber se teve um orgasmo:

Quando você chega no clímax, sente aquela deliciosa sensação de curto-circuito, que se espalha por todos os músculos e garante o relaxamento mais profundo, que todos nós gostamos (e merecemos) depois de tanta tesão e movimento. 

Isso é ter um orgasmo! Essa sensação incrível, única e quase indescritível é universal, mas existem algumas diferenças na experiência de acordo com os sexos. Antes de continuar, é essencial que você saiba a diferença entre sexo e gênero, que explicamos aqui no nosso post sobre identidade de gênero!

Leu? Então, vamos lá!

Diferenças entre o orgasmo peniano e vaginal

As diferenças são gritantes e algumas facilmente elencadas. Veja os pontos mais importantes e interessantes do orgasmo de cada um dos sexos e entenda essas particularidades:

 

  • Orgasmo para quem tem pênis

 

Quem tem pênis atinge o orgasmo com uma maior facilidade. Basicamente falando, o clímax é atingido quando o órgão é tocado e estimulado – por meio da masturbação ou do sexo oral – ou, ainda, durante a penetração.

Outra diferença marcante é que, apesar de acontecer mais rapidamente durante o sexo, esse orgasmo dura um tempo relativamente pequeno, enquanto o período refratário – a fase de recuperação entre o orgasmo e uma nova atividade sexual – é consideravelmente longo.

Aliás, você sabia que quem tem pênis está mais sucinto, também, a encerrar suas atividades logo após um único orgasmo? Nem sempre a recuperação é suficiente e a pessoa está pronta para outra – o que é super natural, viu?!

 

  • Orgasmo para quem tem vagina e clitóris

 

Por outro lado, quem tem o vagina e clitóris demora mais para atingir o orgasmo, precisando de incentivos que vão, em muitos casos, além da penetração, como a estimulação de outras zonas erógenas, tais como ponto G e o mamilo.

Ao atingir o clímax, aprecia-se um período bem mais longo de prazer, dispensando, em alguns casos, a parte da recuperação e emendando uma nova atividade sexual sem descanso!

Ah, e mais: o orgasmo múltiplo é possível para quem tem pepeca!

Você sabia também que existem diferenças entre gozar e ter um orgasmo? Confira tudo aqui no nosso blog!

Por que saber o que é um orgasmo? Essa é fácil…

Fora tudo o que foi falado até agora, sobre as diferenças entre o orgasmo estimulados no pênis e na vagina, há mais uma exorbitante divergência que vale a pena mencionar:

O orgasmo peniano é super identificável, afinal, ao chegar no clímax, acontece a ejaculação. Por outro lado, se você é do time de quem tem vagina, o orgasmo pode ser bem mais discreto, sem ejaculações ou outro sinal tão perceptível.

Por conta disso, muita gente acaba o sexo fingindo que gozou e, muitas vezes, sem saber se chegou ao orgasmo ou não, pois acredita que, para isso, necessariamente precisa ejacular. 

Pepecas orgásticas: as diversas possibilidades de se ter prazer

Recentemente, foi publicado um estudo pela revista turca Neuroquantology que definia os 4 tipos de orgasmo para quem tem xoxota: o vaginal, o clitoriano, o misturado e os múltiplos.

Quais desses você já experimentou? Conheça um pouquinho de cada um dos tipos e tenha novas e incríveis experiências:

 

  • Orgasmos vaginais

 

Mesmo que os dados digam que esse é o mais difícil de atingir, muitas pepecas chegam ao orgasmo vaginal.

Vários fatores colaboram para alcançar o clímax, dentre eles o autoconhecimento da zona erógena, o envolvimento e a disposição.

Alguns acreditam, ainda, que a investida em diferentes posições sexuais seja um importante componente para a plena satisfação, bem como uma performance mais prazerosa na hora H.

Vale a pena ressaltar, ainda, que a excitação também é estimulada pelas circunstâncias. Um clima legal e as palavras certas podem deixar você, ou a pessoa amada, molhadinhes de modos diferentes. Por isso é importante sempre deixar claro as preferências para o companheiro ou companheira.

Para apimentar a relação, há uma infinidade de opções de produtos eróticos e brinquedos que podem estimular o prazer. Desde géis funcionais, kits eróticos e vibradores, o importante é ir testando as opções ao longo da vida para se permitir ter experiências únicas!

 

  • Orgasmos clitorianos

 

O clitóris é uma das mais importantes zonas erógenas existentes na vulva e merece grande atenção na hora do rala e rola. Você sabe onde fica o clitóris e como estimulá-lo? A gente explica tudo sobre o órgão do prazer aqui no nosso blog, não vai perder, em…

Com cerca de 8 mil terminações nervosas, mais que o dobro do pênis, o clitóris é uma verdadeira maravilha da natureza, que ajuda a ter tesão e leva direto para o orgasmo.

Diferente do que ouvimos por aí, esse órgão não é um “grão de feijão”, não. Apesar de a parte visível ser realmente pequena, quando excitado, o clitóris pode atingir até 9 centímetros.

Contudo, é essencial um cuidado: antes de estimular o clitóris, seja na masturbação ou durante o sexo, é preciso gerar excitação para o órgão. Por isso, nunca vá direto para essa zona erógena. Alguns produtos eróticos podem contribuir para este tipo de orgasmo – um dos grandes destaques são os vibradores clitorianos.

 

  • Orgasmo misturado

 

Sexólogos e profissionais do sexo concordam em um ponto: a mistura do orgasmo vaginal com o clitoriano é o melhor ápice de prazer que uma pepeca pode ter! O melhor de dois mundos, esse tipo de orgasmo pode ser duas vezes mais intenso do que qualquer outro.

Para conseguir ter uma experiência dessa, é necessário envolver o companheiro ou a companheira em posições sexuais mais propícias, de forma a estimular tanto a vagina como o clitóris. Ou basta ter um vibrador rabbit, que dá conta do recado muito bem!

Outro ponto importante para ter um orgasmo misturado é estar bem excitade antes da relação de fato começar. Portanto, capriche nas preliminares! Beijem, toquem, massageiem e sintam o desejo em ter essa experiência nova crescer antes de partir para o sexo.

 

  • Orgasmos múltiplos

 

Por fim, mas não menos importante, os orgasmos múltiplos são uma fonte de prazer inesgotável e valem a pena de serem vividos. Vale citar que são orgasmos sequenciais, sem descanso ou com intervalo mínimo de segundos, certo?

As xoxotas possuem a predisposição para essa experiência, enquanto os pênis não, já que precisam de um tempo de recuperação maior entre um orgasmo e outro.

Para ter este tipo de orgasmo, logo após o clímax ter sido alcançado pela primeira vez, é necessário não interromper a estimulação, seja ela feita através da penetração, do toque ou do sexo oral.

A sensação é esplêndida e pode ser conquistada (também) durante a masturbação! Inclusive, algumas pessoas acreditam que suas principais experiências, nesse quesito, ocorrem sem a ajuda externa – um ótimo jeito de chegar ao orgamos sozinhe.

E como chegar ao orgasmo? Dicas Dona Coelha

Tudo o que você leu até aqui deve ter servido para ter ideias de como alcançar o máximo da excitação, certo? Ainda assim, que tal conferir agora uma lista completa com as melhores, mais diretas e objetivas dicas para pepecas sobre como chegar ao orgasmo?

Veja o que separamos para você:

1. Exercite a região pélvica

A região pélvica é constituída por músculos que devem ser exercitados para uma melhor performance na cama.

Entre os muitos exercícios que priorizam a região, três são bem simples de se fazer e contribuem muito na hora de alcançar o orgasmo. São eles: a contração perineal lenta, a contração perineal rápida e a báscula pélvica.

O método Kegel e o pompoarismo são técnicas perfeitas para fortalecer a região pélvica!

2. Brinque com o seu corpo

A masturbação é uma das formas mais gostosas e divertidas de se ter prazer enquanto o corpo é desbravado.

Desfrute de bons banhos, compre produtos eróticos e crie sensacionais experiências sexuais sozinhes. Como diz no filme “A Verdade Nua e Crua”, você tem que querer fazer sexo com você mesme para que outras pessoas também o queiram.

3. Explore o clitóris

Falamos bastante do clitóris nesse post e tenho certeza de que vocês estão interessades em explorar a região mais do que nunca – ainda mais se nunca teve uma experiência de prazer nessa espetacular zona erógena.

Então, é hora de trabalhar a criatividade e aprender tudinho que esse órgão incrível pode te proporcionar. Leia mais aqui no nosso blog e se lembre de ter muito carinho, cuidado e disposição.

4. O famoso Ponto G

Os orgasmos vaginais estão, sobretudo, ligados ao encontro e incentivo do ponto G e, por isso, é de muita importância que você saiba tudo sobre esse ponto.

Mais uma vez, ressaltamos o quanto é importante que a masturbação vaginal aconteça, pois, através dessa prática, torna-se mais simples esse encontro, divisor de águas para muitas pessoas.

Que tal descobrir esse ponto de prazer em você agora mesmo?

5. Abuse de lubrificantes

Na hora do sexo ou da masturbação, os lubrificantes e géis funcionais são grandes aliados para deixar o momento mais prazeroso. Isso porque eles diminuem o atrito com a pele, evitando desconfortos e dores, e garantem um prazer mais intenso.

Além disso, eles ajudam muito na hora de alternar o ritmo da transa. Não deixe de usá-los!

6. A melhor posição

Um Kama Sutra inteiro de opções! Não se satisfaça com menos do que isso, não sem antes provar cada uma das posições, certo?

Depois de algum tempo, é inevitável que você saiba de cabeça quais são as melhores posições para atingir o orgasmo, mas, antes disso, invista em conhecer todas para ter uma mais completa experiência de prazer.

Confira mais em “Guia definitivo de posições sexuais”.

7. Siga o seu ritmo

Por fim, a última dica é também a principal: tenha seu tempo e siga o seu ritmo!

O sexo é bom, mas tem que ser feito com vontade, por isso, não se sintam forçados a absolutamente nada dentro desse assunto. Vocês são donos do seus corpos e fazem com eles apenas o que lhes parece certo e seguro, combinado?

Para atingir o orgasmo, não fique preocupade pensando “eu tenho que conseguir gozar!”, em vez disso, curta, relaxe e deixe a sensação vir à tona!

Você já teve um orgasmo?

Se estiver em dúvida, provavelmente a resposta é não, afinal, apesar de ser praticamente impossível defini-lo, quem já sentiu sabe o doce sabor que o orgasmo tem, bem como a sensação que fica de “quero mais”.

Mas, não se preocupe! Coloque em prática tudo o que foi falado aqui e procure ficar tranquile sobre o assunto e, sim, o orgasmo virá!

Não deixe de nos contar essa experiência marcante! E, se não quer perder nenhum de nossos conteúdos, aproveite para fazer o cadastro em nossa Newsletter. Para mais conteúdos sobre sexo, relacionamento, sextoys e desconstrução, acompanhe a Dona Coelha nas redes sociais!

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segunda-feira, 22 de junho de 2020

“Adoraria estar com meu ex que me fez sofrer, não com meu namorado atual”

“Estamos namorando há seis meses. Ele é o homem que qualquer mulher deseja – bonito, inteligente, carinhoso. Sei que me ama e é bom sentir que faz tudo por mim. Temos ficado bastante tempo juntos nesse isolamento. Mas tudo virou de cabeça para baixo na minha vida, quando um ex, de quem eu não tinha notícias havia bastante tempo, me procurou. Ele me fez sofrer muito, é egoísta e nada confiável. Mas fico sem ar quando ele me procura. O problema é que adoraria esta com ele e não com meu namorado atual.”

***

Para o sexólogo americano John Money , antes de qualquer escolha amorosa, já havíamos desenvolvido um mapa mental, um modelo cheio de circuitos cerebrais que determinam o que desperta nossa sexualidade, o que nos leva a nos apaixonarmos por uma pessoa e não por outra.

Ele acredita que as crianças desenvolvem esses mapas amorosos entre os cinco e oito anos de idade, e são determinados pelos relacionamentos com a família, amigos, assim como por suas próprias experiências. Por exemplo, quando crianças, nos acostumamos à bagunça ou à tranquilidade da casa, ao jeito como nossa mãe nos escuta, ralha conosco ou nos estimula, e como nosso pai brinca ou caminha.

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Algumas características de temperamento de nossos amigos e parentes nos atraem e outras associamos a incidentes perturbadores. Assim, pouco a pouco, essas memórias começam a formar um padrão em nossa mente, um modelo subliminar do que nos agrada e do que nos desagrada.

À medida que crescemos, esse mapa inconsciente toma forma e a imagem do parceiro ideal começa a emergir. Depois, na adolescência, esses mapas amorosos vão se solidificando, tornando-se bem específicos com relação aos detalhes da fisionomia, da constituição física do parceiro ideal, sem mencionar o caráter, a educação etc. Temos um quadro mental do parceiro idealizado, dos cenários que nos atraem e dos tipos de conversas e de atividades eróticas que nos excitam.

Desse modo, bem antes de conhecermos a pessoa a quem vamos amar, já temos prontos alguns elementos básicos de nosso parceiro ideal. Depois, quando encontramos quem se encaixe dentro desses parâmetros, nos apaixonamos por ele e nele projetamos nosso mapa amoroso. O objeto da paixão é em geral bem diferente de nosso ideal, mas deixamos de lado essas inconsistências para fazê-lo se encaixar em nosso modelo. Daí a famosa frase de Chaucer: ‘O amor é cego’.


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sábado, 20 de junho de 2020

Na hora sexo, gordura, flacidez ou barriga interferem no seu tesão?

Ilustração: Caio Borges

A insatisfação com o corpo faz com que as mulheres não se sintam à vontade na hora do sexo. A exceção são as lésbicas. Essa é a conclusão de uma pesquisa feita na Universidade de Jaén, na Espanha, com 333 mulheres entre 18 e 62 anos — 176 delas se identificam como heterossexuais, 79 como bissexuais e 78 como lésbicas.

O estudo foi publicado na revista Frontiers in Psychology, e constatou que a baixa autoestima corporal está presente em mesma proporção nos três grupos, mas só tem impactos significativos na vida sexual das mulheres que se relacionam com homens.

Lendo essa matéria em Universa, me lembrei de uma paciente que atendi há algum tempo. Joyce, 38, estava separada havia quatro. Durante esse tempo, fugiu de todas as possibilidades de encontros amorosos e não fez sexo nenhuma vez. Sentindo-se gorda, sempre acreditou que decepcionaria o homem na cama. Entretanto, conheceu Pedro e começaram a namorar.

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“Não tenho mais desculpas para adiar o momento de transarmos, mas tenho medo dele perder o tesão por mim. Tenho que ficar numa posição em que o culote nem a barriga apareçam; não posso me mexer muito. A luz tem que estar apagada. Já estou tão preocupada, que não vai ser possível curtir muita coisa.”, me disse ela.

Na época, fiz a seguinte pergunta para algumas mulheres: “Na hora sexo, gordura, flacidez ou barriga atrapalham? Por quê?” Aí vão algumas respostas:

“Porque a flacidez e as gordurinhas podem abalar nossa autoconfiança. Vivemos numa sociedade que supervaloriza o corpo malhado, todo definido”;

“Porque é horrível o cara olhar para uma barriga com gordura, e pior ainda olhar para uma bunda flácida ou coxa cheia de celulite.”

“A maioria das mulheres vive uma busca constante do “corpo ideal” de um padrão estabelecido pela sociedade, e quando não o atinge, vem a frustração e a vergonha. Eu mesma deixei de sentir prazer por vergonha do meu corpo.”

Não podemos esquecer de que existe uma diferença fundamental entre o erotismo masculino e o feminino. O erotismo masculino é ativado pela forma do corpo, pela beleza física. Na mulher essa exigência é muito menor em relação ao homem.

Como a mentalidade patriarcal condicionou o homem a provar que é o melhor o tempo todo, não é raro encontrarmos homens inseguros, que dependem da avaliação estética que os amigos fazem de suas escolhas amorosas para se sentirem valorizados ou não.

Mas as pessoas que conseguem se libertar da submissão aos padrões de beleza estabelecidos podem se sentir atraídas por aspectos mais sutis percebidos no jeito de ser do outro, ao contrário de ficarem limitadas por gordurinhas e barriguinhas.


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quinta-feira, 18 de junho de 2020

10 tipos de vibrador que você precisa conhecer

Veja o conteúdo no site: 10 tipos de vibrador que você precisa conhecer

Atenção à nossa teoria da branca de neve: para que ter um tipo de vibrador se podemos ter sete? Existem dezenas de modelos de vibradores, eles são variados e podem te levar a níveis de prazer diferentes.

Além dos formatos distintos, eles ainda variam em cores, velocidades, modos de vibração, tamanho, material, marcas… Por isso, na hora de escolher o seu, a tarefa pode se tornar complicada. Afinal, qual o melhor tipo de vibrador pra você?

Calma, vamos lá! Esse texto vai te ajudar a conhecer os 10 principais tipos de vibradores para mulheres, homens e casais. Assim, vai ficar muito mais fácil escolher aquele que mais vai te dar prazer!

Vale a pena investir em um bom vibrador!

O vibrador é um dos brinquedos eróticosmais famosos e polêmicos. Há quem goste para usar sozinha, acompanhada e há também aqueles que só de ouvir este nome já sai correndo. Mas, você sabia que vale muito a pena investir em um brinquedinho desse?

Muitas vezes o medo do produto, a vergonha de se masturbar ou mesmo a agressividade parte da ignorância ou do desconhecimento sobre o tema. Afinal, a vida é muito mais fácil dentro da zona de conforto, mas isso não significa que seja mais prazerosa. Não é mesmo? 

Na verdade, ao usar um vibrador você treina seu corpo para ter mais orgasmos, passa a ter mais domínio e conhecimento sobre o próprio corpo, enxergar com mais clareza seu ritmo sexual e, consequentemente, entender onde e como sente mais prazer. 

Fizemos um post super completo que te ensina, como usar tudo o que você precisa saber sobre vibradores. Essa leitura é obrigatória para você que deseja aprender a relaxar em qualquer momento, aproveitando os prazeres da masturbação. 

Hoje, resolvi mostrar para vocês os tipos de vibradores que existem no mercado e contar um pouco mais sobre cada um deles. Vem com a gente e fique de olho para escolher qual combina mais você!

Vibrador Mini e Bullet

Este tipo de vibrador é uma pequena cápsula que tem como objetivo estimular a parte externa da vagina, ou seja: o clitóris, os grandes lábios e até a entrada da vagina, regiões extremamente sensíveis e prazerosas. Ele é excelente para você que busca por um vibrador discreto!

Este não é um vibrador para a penetração, no entanto, ele é maravilhoso a estimulação feminina. Embora menores que a maioria dos vibradores, ele compensa o tamanho com a empolgação – eles costumam ser muito potentes!

E sua potência se dá especialmente pela velocidade. Dependendo do modelo e da marca, eles podem ter várias velocidades para atender ao que o momento pede.

Personal: especialmente para você!

Considerado um tipo de vibrador super clássico, o vibrador personal, além de poder ser usado como o bullet na estimulação externa, além de também poder ser usado na penetração. Esse é aquele modelo que normalmente vemos em filmes e séries, é eficiente e super tradicional.

Os modelos de vibrador personal variam em seu tamanho, sendo mais comum os entre 13 a 18 centímetros. Esse tipo de vibrador pode ser liso ou ter texturas no seu corpo, assim como pode ser mono velocidade ou multi velocidade.

Entre os principais tipos de vibrador, o vibrador personal é um dos mais versáteis. Além da massagem, estimulação e masturbação, eles também são indicados para exercícios de pompoarismo. Entenda o que é pompoarismo e aproveite todos os benefícios dessa técnica com seu vibrador Personal!

Rabbit: os vibradores mais queridinhos!

O vibrador Rabbit é um dos meus tipos de vibrador preferidos e que eu mais recomendo. Isso porque, além da penetração, ele possui um plug lateral que é feito especialmente para estimulação do clítoris. São dois vibradores em um!

Eles são ótimos vibradores para quem nunca teve orgasmo ou quer experimentar orgasmos ainda mais intensos. Enquanto acontece a penetração, seu clítoris é gentilmente acariciado. Isso mesmo, tudo ao mesmo tempo! 

Muitos destes vibradores possuem modos de vibração pré-programados que permitem que se experimente diversas sensações. Ficou com dúvidas? Tudo bem, a gente explica! Veja nosso post que aborda tudo sobre por que os Rabbits são os melhores!

Butterfly: dando asas à seu prazer

Como o próprio nome diz o vibrador Butterfly possui o formato de uma borboleta. Ele é exclusivo para uso feminino pois é usado como uma calcinha, vestido com uma cinta elástica ajustável.

Ele possui características próximas ao do vibrador Bullet com foco na estimulação, embora alguns modelos tenham um pequeno pênis para penetração. Seu material suave, em geral utiliza silicone e possui uma cápsula vibratória que estimula o clitóris. Alguns modelos possuem diferentes velocidades de vibração, que são reguladas por controle remoto.

Pênis realístico: super, super realístico!

Vibradores em formato de pênis realístico buscam trazer maior realidade ao mundo dos vibradores. De todos os tipos de vibradores, estes são os mais parecidos com um pênis de verdade. Por isso, eles acabam sendo os favoritos de quem quer se ver perto da realidade!

Tamanhos, cores, materiais, saliências, tudo é pensado de forma parecer com um pênis real, inclusive muitos atores de filmes pornô servem como modelos para estes vibradores. E aí, será que esse é seu estilo? 

Em formato U para casais

Este tipo de vibrador é bastante difundido como um vibrador para casais. Isso porque ele oferece conforto, prazer e facilidade em utilizar o vibrador ao mesmo tempo que transa com o parceiro. 

Ele permite isso por conta do seu formato em U, parece uma pinça gigante com duas pontas, a maior que é usada na penetração e a menor para estimular o clítoris. Dessa forma além de estimular o ponto G, permite ser usado em casal durante a penetração sem machucar o pênis do parceiro.

Vibrador Ponto G

São um dos tipos de vibradores mais procurados pelas mulheres que buscam o orgasmo estimulando aquela área mágica. O vibrador Ponto G se diferencia dos modelos normais por ter uma cabeça curvada, especialmente desenhada para estimular o ponto G feminino.

Porém, esse cuidado especial em estimular o ponto G não é exclusivo de um só tipo de vibrador, outros modelos também são pensados para estimular esta área especial como acontece com alguns vibradores rabbit e realísticos. 

Mas, vamos combinar, o vibrador ponto G é especial. Por ser exclusivamente dessa região você atingir níveis muito maiores de prazer. Basta saber tudo sobre o ponto G, para usar esse vibrador sem erros!

Anel peniano

Os anéis penianos são vibradores especialmente criados para os homens usarem, porém sua função principal não é agradar os homens e sim levar mais prazer para as mulheres. Sim, isso acontece porque os anéis penianos, além da cápsula vibratória, possuem cerdas estimuladoras. 

Uma vez que o anel peniano é colocado na base do pênis, durante a relação sexual ele entra em contato com o clítoris feminino que é estimulado. Os anéis penianos podem ser usados também na base dos próprios vibradores (o modelo personal é melhor para isso).

Dedeira Vibratória: mais poder em seus dedos!

A dedeira vibratória é também conhecida como vibrador de dedo. Seu funcionamento é simples, basta acionar um botão e o encaixar a capa no dedo para começar a usar. Pode ser utilizado em de forma individual ou em casal.

É uma boa forma de variar a masturbação causando sensações mais intensas. Perfeito para as mulheres que demoram muito para chegarem ao orgasmo na masturbação sem nenhum outro acessório.

Sugador de clitóris: um modelo quente!

O sugador de clitóris é um modelo novo, que tem ganhado muito espaço e se tornando o preferido de muitas mulheres por possuir uma função óbvia: sugar o clitóris. Imagina um sexo oral, intenso, que dura o tempo que você desejar? 

Eles são excelentes para você que  deseja um brinquedo diferente, afinal, a estimulação do clistóris, nesse caso, dá uma sensação de prazer que não se parece com um vibrador comum. Vale muito a pena experimentar! 

Pronto, agora você já conhece alguns dos principais tipos de vibradores que existem no mercado erótico. Viu como ficou muito mais fácil de escolher o vibrador perfeito para te levar a orgasmos que vão se tornar cada vez mais comuns? 

Caso você tenha alguma dúvida ou tenha sugestões de vibradores, escreve pra gente! Além disso, por aqui, estamos sempre trazendo conteúdos sobre brinquedos eróticos que podem te interessar. Fique de olho e até o próximo post!

> Dona Coelha


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As relações entre orgasmos e a nossa saúde mental

Ilustração: Caio Borges/UOL

Um dia recebi no consultório o telefonema aflito de uma mulher querendo marcar hora com urgência. Ethel, de 76 anos, magrinha, de cabeça toda branca, chegou agitada. E foi logo contando sua história:

“Moro com minha irmã, dois anos mais velha. Nunca nos casamos, somos virgens. Até pouco tempo atrás eu nunca tinha me preocupado com sexo. Mas de dois anos pra cá a minha vida virou um tormento. De manhã quando acordo, se não me masturbar, não consigo fazer nada, nem dizer para a empregada o que é preciso comprar para o almoço. E o meu desejo sexual vem aumentando cada vez mais. Agora descobri que com o chuveirinho do bidê posso ter mais prazer do que com a minha mão. Mas estou preocupada, tenho pavor de que a minha irmã descubra que faço isso.”

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Os sentimentos de vergonha e culpa, tão presentes na nossa cultura, fazem com que quase todos se recriminem por suas atividades ou mesmo por seus desejos, como se não fossem algo humano. No mundo ocidental, o corpo é visto como inimigo do espírito. Aprendemos a nos sentir envergonhados e culpados por ele, principalmente pelos órgãos sexuais e suas funções.

Há muito tempo nos ensinam que imagens do corpo humano nu, particularmente experimentando o prazer sexual, são obscenas. E mesmo quando se consegue rejeitar conscientemente todo esse moralismo, a mensagem negativa é absorvida sem que se perceba.

E o sexo sendo visto como algo tão perigoso leva a maioria a renunciar à própria sexualidade, ficando quieta no seu canto. A questão é que nem sempre a repressão é bem sucedida, como no caso de Ethel.

Para o psicanalista Wilhelm Reich (1897-1957) as enfermidades psíquicas são a consequência do caos sexual da sociedade, já que a saúde mental depende da potência orgástica, isto é, do ponto até o qual o indivíduo pode se entregar e experimentar o clímax de excitação no ato sexual.

Ele tinha total convicção da importância do orgasmo para a saúde física e mental, bem como para evitar as neuroses. A partir da observação de seus pacientes, concluiu que aqueles que passavam a estabelecer relações sexuais mais prazerosas apresentavam melhoria do quadro clínico.


As relações entre orgasmos e a nossa saúde mental publicado primeiro em https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/

terça-feira, 16 de junho de 2020

O que significa a sigla LGBTQIA+? Entenda essa luta

Veja o conteúdo no site: O que significa a sigla LGBTQIA+? Entenda essa luta

É essencial saber o que significa a sigla LGBTQIA+ para podermos unir forças na luta contra as discriminações de gênero e orientação sexual presentes e naturalizadas em nossa sociedade.

Sim, hoje, vamos falar de mais um assunto importante e um pouco complexo para não ficarmos parados nesse processo de desconstrução pelo qual precisamos passar – e nada como fazer isso juntos.

O dia 17 de Maio é marcado como o  Dia Internacional Contra a Homofobia e o dia 28 de Junho, Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+. Com datas tão marcantes e significativas, nada como começar do começo e entender o que é a sigla que dá nome a esse movimento marcado por luta, dor, força e muita cor.

Então, continue juntinho com a Dona Coelha para desvendar um pouquinho mais esse arco-íris e aprender sobre inclusão, respeito, amor e garra. Preparades? Então, vamos lá!

Saiba o que significa LGBTQIA+: a origem de tudo

O Brasil é o país que mais mata pessoas LGBTQIA+ no mundo atualmente. Apesar de termos avançado muito no quesito liberdade, alguns grupos ainda têm muitas batalhas para vencer.

Esse é o caso do movimento social e político em prol da inclusão de indivíduos de diversas identidades de gênero e orientações sexuais. A primeira sigla usada para denominar essa luta foi a GLS, relativa a “Gay, Lésbicas e Simpatizantes”, que seriam aqueles que não se encaixam nas duas primeiras mas apoiam o movimento.

Mas, como a luta não era apenas de pessoas homossexuais, com o passar do tempo, a sigla foi sofrendo algumas alterações e se aprimorando, a fim de estar cada vez mais em sintonia com a luta: inclusiva.

GLBT foi a próxima sigla, com a inclusão de “Bissexuais” e “Transexuais”. A sigla para simpatizantes foi retirada, não porque esses apoiadores não sejam bem-vindos, mas porque o protagonismo do movimento deve ser seus agentes.

Posteriormente, surgiu a sigla talvez mais conhecida até hoje para o movimento: LGBT. A inversão dos termos se deu em busca da equidade de gênero entre essa população. Dessa forma, a sigla de “Lésbicas” passou a preceder a sigla “Gays”.

Letrinha por letrinha: desvendando a sigla LGBTQIA+

A sigla LGBTQI+a dona coelha

Agora que você entende melhor a trajetória que vem trazendo a atual sigla para o movimento de luta contra discriminações de gênero e sexualidade, vamos conferir o que significa LGBTQIA+, letrinha por letrinha? Se liga:

  • “L” Lésbicas: mulheres que sentem atração sexual ou afetiva por pessoas do mesmo gênero (mulheres).
  • “G”Gays: homens que sentem atração afetiva ou sexual por outros homens (mesmo gênero);
  • “B” Bissexuais: pessoas que sentem atração sexual ou afetiva pelos gêneros masculino e feminino.
  • “T” Transexuais ou Transgêneros: pessoas que não se identificam com o gênero que lhe foi atribuído no nascimento, mas com outro. Esse conceito tem a ver com identidade de gênero – leia mais sobre o tema aqui no nosso blog.
  • “Q” Queer: gênero de pessoas que se identificam tanto com o masculino quanto o feminino, bem como pessoas não-binárias, que não se identificam com os dois gêneros mencionados, mas outros.
  • “I” Intersexo: pessoas cujo desenvolvimento corporal sexual não se enquadra na binariedade (feminino ou masculino) – características hormonais, genitais, cromossômicas e/ou outras biológicas.
  • “A” Assexuais: no geral, pessoas que não sentem atração afetiva ou sexual independe do gênero da outra pessoa. A assexualidade pode se dar de várias formas e você também pode aprender mais sobre o tema aqui na Dona Coelha.
  • “+” Abrangência: o sinal de soma (+) ao final da sigla é o indicativo de que o movimento abrange as diversas possibilidades de orientação sexual e identidade de gênero.

Como são muitas as formas das pessoas se relacionarem e se identificarem que buscam uma inclusão política e social dentro de um sistema que “santifica” a binariedade, seria difícil ter espaço para todas as letrinhas necessárias.

Celebre ser você: o Dia Internacional do Orgulho LGBTQIA+

O dia 28 de Junho é conhecido mundialmente como o Dia do Orgulho LGBTQIA+. Lembrado também como Dia do Orgulho Gay ou LGBT, a data, apesar do nome esperançoso e positivo, teve uma origem marcada por luta e conflitos.

O marco foi na mesma data em 1969, no bar Stonewall Inn, em Nova Iorque, região com circulação prioritária da comunidade homossesual e transexual desde então. Na manhã daquele dia, a polícia de Nova Iorque invadiu o local e a região, mas as pessoas não aceitaram a repressão.

Marsha P.Jhoson dona coelha

Assim, foram iniciadas diversas manifestações espontâneas e com violência pela comunidade LGBT, lutando contra a invasão. Assim, iniciou-se o movimento que deixava para trás a associação de “vergonha” a essas pessoas e trazia para o palco o “orgulho”.

Até hoje, por todo mundo, vemos o reflexo dessa luta: as famosas “Paradas Gays” acontecem em diversos países celebrando a diversidade do amor e do ser, mas não apenas dos homens gays. A festividade marca o orgulho em ser diferente e lembra as lutas que já foram enfrentadas e as que ainda precisam ser ganhas.

Ah, nesse sentido, vale a pena lembrar que não existe essa de “orgulho hétero”, viu? Não que não seja legal ser hétero (afinal, é isso que a sociedade prega como certo), mas porque esse termo é usado para ressaltar a luta pela liberdade de se mostrar diferente do padrão – o que os héteros não precisam fazer.

E aí, ficou mais claro o que significa LGBTQIA+? Agora, é seu momento de ficar mais ative e atente ao processo. Para nós, pessoas cisgênero e heterossexuais, é hora de saber usar os nosso privilégios em prol do movimento! Aprenda, discuta, ouça e dê voz! O básico você já sabe: respeite.

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segunda-feira, 15 de junho de 2020

“Meus pais não aceitam meu namoro; dizem que minha namorada é ninfomaníaca”

Ilustração: Caio Borges/UOL

“Tenho 24 anos e tenho uma namorada há seis meses. Não tenho dúvida de que a amo, mas minha vida em casa está um inferno. Meus pais não aceitam o meu namoro. Eles alegam que eu mereço coisa melhor; que minha namorada não passa de uma ninfomaníaca. Antes de mim, ela teve três namorados que são meus conhecidos, e meus pais acham isso inadmissível.”

 

***

A ninfomaníaca, ou seja, a mulher que nunca se satisfaz no sexo, foi um mito alimentado, ao longo da história, pela repressão sexual. No século 19, uma onda de fervor moral varreu o Ocidente. As mulheres foram conclamadas a proporcionar um modelo de pureza para ambos os sexos. Ao mesmo tempo, o novo ideal feminino – a mulher casta, o anjo da casa – fazia com que elas ficassem num pedestal.

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Sua missão era domar as paixões dos homens e manter a castidade do lar, mas isso sem participar do mundo. Os médicos avaliaram que elas tinham um sistema nervoso muito delicado, “doença mensal” e cérebro menor, além de órgãos reprodutivos também menores; tudo isso fazia com que fosse insalubre para elas votar, trabalhar fora de casa, escrever livros, ir para a universidade, ou participar de debate público.

Diversas teorias médicas tentavam explicar as causas da ninfomania: nervos esgotados, inflamação no cérebro, lesões na coluna, cabeça deformada, além de genitália irritada e clitóris ampliado. Diziam também que a ninfomania se relacionava com o desejo sexual não controlado pela vontade, a disposição para sucumbir à tentação.

Sem dúvida, a mulher insaciável é uma fantasia masculina. Mas muitas mulheres sofreram em função desse mito. Médicos retiravam os ovários de algumas mulheres para controlar sua sexualidade, e em alguns casos, removiam o clitóris. Outras foram colocadas em instituições para doentes mentais com o diagnóstico de ninfomaníacas.

Os preconceitos históricos quanto à sexualidade feminina, aliados à ignorância sempre causaram vítimas. Na medida em que havia a crença de que mulheres não têm desejo, qualquer uma que tivesse algum era doente: uma ninfomaníaca.

O pesquisador da sexualidade, Alfred Kinsey, dizia que ninfomaníaca é alguém que gosta sexo mais do que você. Para muitos, até hoje, qualquer mulher que gosta de sexo e não se reprime, é considerada uma mulher insaciável.


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