quinta-feira, 7 de maio de 2020

Tipos de vagina: aprenda a amar a sua!

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Assim como todo o corpo feminino, a genitália feminina também é vítima dos estereótipos de beleza impostos socioculturalmente. Para acabar de vez com essa ideia ultrapassada, hoje, a Dona Coelha vai falar sobre os tipos de vagina!

Isso mesmo, cada vulva é única e tem suas especificidades. Por isso, você precisa saber que a aparência da sua vai ser diferente da vagina da sua amiga ou daquela atriz de filmes eróticos – e tá tudo bem!

Assim, é possível delimitar alguns tipos de vagina mais comuns – que é o que faremos no post de hoje. Chega de estereótipos: você merece se amar e ser amada, além de ganhar muito prazer!

Quer saber tudo sobre esse assunto? Então, continue lendo e aprenda a amar a sua pepeca cada vez mais! Vamos lá?!

Tipos de vagina ou tipos de vulva? Entenda as diferenças

Quando a gente fala que existem diferentes tipos de vagina, estamos nos referindo à parte externa da nossa amiga, certo? Aos tamanhos e formatos que podemos ver e tocar aqui fora. Então, acontece que isso é, na verdade, o que chamamos de vulva. Calma, eu explico!

A vagina é a parte interna da genitália feminina, onde ocorre a penetração e que chega até o colo do útero. Essa parte não é, no geral, muito diferente de mulher para mulher. As principais variações acontecem no tamanho, que pode aumentar conforme a excitação, para a penetração, ou até para dar à luz.

A parte externa é a vulva: grandes lábios, pequenos lábios, clitóris, orifício da uretra e o da vagina. Tudo isso que a gente pode ver – e que dá muito prazer também – é o que muda de uma mana para outra.

Mas as pessoas, no geral, chamam todo o conjunto de vagina, por isso, começamos nosso texto assim. O nome não é a maior preocupação aqui, o importante é deixar as coisas esclarecidas para que a gente esteja falando do mesmo assunto, ok? Então, vamos continuar!

Tipos de vagina: entenda por que elas mudam e quais as possibilidades

As diferentes formas e tamanhos na genitália feminina acontecem devido a características genéticas e a partir de mudanças na formação do seu corpo.

Por conta disso, nossas amiguinhas apresentam cores e formatos diferentes. Tudo vai depender da combinação genética que você carrega em si e dos processos de transformação pelos quais seu corpo já passou.

Cores da vagina: a paleta de nudes mais linda!

Assim como há diversos tons de pele, há várias cores de vaginas, que seguem a tonalidade do restante do nosso corpo obviamente. Ela pode ser mais clarinha, marrom ou arroxeada, em peles mais escuras.

Ah, e os pequenos lábios podem ter uma pigmentação própria, que seja mais pálida ou mais escura que as outras partes da sua pepeca.

Vale lembrar que coisas como idade e hormônios podem alterar a coloração da vulva. Conforme passam os anos, há um estímulo na produção de melanina na nossa genitália. Assim, quando estamos na infância, ela é mais clara do que na nossa maturidade sexual ou na velhice.

Formatos de vagina: lábios para todos os gostos

lábios da vagina tipo borboleta dona coelha

Além da cor, outro aspecto que muda de uma mulher para mulher é o formato da vagina. Na verdade, a diferença é nos grandes e pequenos lábios – e essa é, talvez, a característica que mais incomoda as mulheres devido aos padrões de beleza da estética íntima.

  • Coração ou beijo

Há vulvas em que os grandes lábios encobrem os pequenos e o clitóris, cuja forma lembra o desenho de um beijo ou coração. Essa é a mais “endeusada” pelos estereótipos socioculturais, realmente é linda, mas não é a única beldade nesse assunto!

  • Borboleta

A vulva tipo borboleta é aquela em que os pequenos lábios aparecem para “fora” dos grandes. Eles podem aparecer em vários tamanhos e é bem comum. Esse formato também é incrível e não tem nada de estranho!

  • Clitóris aparente

Há, também, mulheres que têm o clitóris mais comprido e fica exposto. Isso varia de um clitóris para o outro e não indica disfunções, pode ficar tranquila! Se essa é sua pepeca, ela é linda e perfeita do jeitinho que é!

  • Monte de Vênus alto

Essa variedade é conhecida pela púbis ser alta, por isso são mais cheinhas na parte superior. Super comuns e não têm nada a ver com peso – são naturalmente lindas!

Ame a sua pepeca – menos estereótipo, mais aceitação!

E aí, mana, ficou claro que existem os mais variados tipos de vagina?! Se você entender isso, a sua relação com o outro e com o seu próprio corpo vai ser ainda mais saudável, leve e prazerosa.

conheça sua vagina no espelho dona coelha

Então, é hora de conhecer a sua companheira: tire um momento no seu dia para descobrir como é a sua vagina. Sente-se em frente a um espelho e explore a anatomia da sua genitália e apaixone-se por ela!

Leia também: Como se masturbar sozinha, sem sentir vergonha!

Ah, esse é um ótimo momento para conhecer o que te dá prazer ou não. Então, aproveite a intimidade e toque-se, masturbe-se, curta-se! Assim, o sexo vai ser ainda mais gostoso e você vai gozar ainda mais!

Se você não sabe, as vaginas são tão diferentes uma das outras que, em 2011. Jamie McCartney, artista plástico britânico, apresentou ao mundo a “Great Wall of Vagina”, obra com mais de 400 imagens de vaginas a partir de moldes de gesso feitos em mulheres reais – todas são obras de arte, literalmente!

E aí, gostou do assunto de hoje? Agora, independente do tipo de vagina que você tenha, você precisa aceitar e amá-la do jeitinho que ela é – não deixe ninguém te dizer o contrário! #amesuapepeca

Se quiser conferir mais assuntos como esse, acompanhe a Dona Coelha nas redes sociais! Lá falamos sobre sexo, relacionamento, tabus e muitas outras coisas incríveis! Conta pra gente o que achou nos comentários! Até o próximo post!

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Como o telefone e o automóvel mudaram as relações amorosas

Ilustração: Caio Borges/UOL

 

No início do século 20, o telefone e o automóvel provocaram grandes mudanças. Mas como sempre ocorre com qualquer novidade, os conservadores reagiram. Nos Estados Unidos, B.S. Steadwell, da Federação Mundial da Pureza se indignou, a partir de 1913, com o telefone, que foi visto como algo indecente.

Outros alertaram para os perigos da voz de um homem no ouvido das moças. E.S.Turner em sua “História da Sedução” escreve: “Uma jovem na cama pode ouvir a voz de seu bem-amado, junto ao travesseiro, com um tremor voluptuoso, que seria considerado bem indecente na época vitoriana. O homem pode muito bem estar em uma cabine telefônica, mas sua voz será suficiente para levar sua imagem para aquele travesseiro”.

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O automóvel é visto como muito mais perigoso. Desde 1902, os anúncios diziam “Para se divertir é preciso uma namorada e um carro”. Nos anos 20 um carro era “um pecado sobre quatro rodas”, o meio mais simples de escapar dos olhares e da pressão social. Sexo e carro estão definitivamente ligados no imaginário americano.

A partir da década de 1920, com o advento do telefone e do automóvel, uma revolução técnica do namoro se tornou possível. Ela se baseou na invenção espontânea do encontro marcado: foi esse o novo mecanismo mais expressivo de seleção de companhia, durante muito tempo.

Em lugar do encontro na igreja, da conversa preliminar com o pai, e das tardes muito bem vigiadas na sala de visitas da família, a juventude da época encontra-se em recepções, marca encontros pelo telefone, e sai a passeio a sós, de carro, para passar suas noites no cinema, em salões de baile e em estradas afastadas.

“Contudo, os dispositivos mecânicos, embora essenciais para a efetivação dos novos padrões não os criaram, foram absorvidos por eles, porque eram profundamente necessários. A sociedade elaborou o novo processo porque foi obrigada a isso; a juventude exigiu, com urgência, um novo recurso para se desenvolver e se transformar em pessoas casadouras através da experiência social, e também através de uma exposição nova, mais ampla, a possíveis companheiros, a fim de tornar menos arriscado o processo de se apaixonar.”, diz o historiador Morton Hunt.

Até 1945, o objetivo do encontro era sair com o maior número possível de pessoas: quanto mais requisitada a pessoa, tanto melhor. Para o historiador inglês Theodore Zeldin, o “encontro” parecia ser o método democrático de encontrar a confiança própria: era uma espécie de voto, uma eleição perpétua. Em vez de se preocupar com um amor ilusório, os moços provavam um ao outro que eram muito populares conforme o desempenho na competição.

Além disso, o “encontro” libertou os jovens da tutela dos pais, já que envolvia a saída para lugares de divertimento público, escapando assim à supervisão direta no lar. Era importante que houvesse uma série de tentativas de escolhas para poder optar por uma delas.

Zeldin pergunta até que ponto seria privilégio masculino tomar a iniciativa, quando uma mulher no colégio convidava um homem para dançar sábado à noite, “e ele a interrompia no meio da frase afastando-s?”. As mulheres tinham o privilégio de decidir a quem aceitar e quem pretendiam colocar na agenda. Na Universidade de Michigan, nos EUA, as estudantes classificavam os homens de acordo com a sua estimativa nos encontros: “A – suave; B – no ponto; C – sem lenço nem documento; D – meio estúpido; E – fantasma.”

Entretanto, as críticas feitas ao encontro marcado deixavam claro o medo de que a geração mais nova estivesse se transformando em sexualmente descontrolada. Acredito ser importante conhecermos como as pessoas pensavam e viviam. Isso ajuda a perceber que as relações amorosas poderão ser totalmente diferentes daqui a algum tempo.


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terça-feira, 5 de maio de 2020

Masculinidade tóxica: será que tenho? Descubra seu diagnóstico!

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Você já ouviu falar em masculinidade tóxica? Esse é mais um mal enraizado na nossa sociedade e, hoje, quem vai falar sobre o assunto sou eu, Renan, marido da Dona Coelha. Afinal, esse é um assunto que afeta a mim e a todos os outros caras por aí, sem exceção.

Quantas vezes você já ouviu (ou reproduziu) falas como: “homem não chora”, ou que isso é “coisa de menino” ou “coisa de menina”? Eu sei, várias, e do lado de cá não é diferente.

São pensamentos como esses que dão base ao que chamamos masculinidade tóxica e que permitem que comportamentos agressivos e grosseiros sejam constantemente atrelados à imagem masculina.

Por isso, hoje, eu vou te explicar o que é a masculinidade tóxica, como ela afeta a sua vida, como identificar seus comportamentos que a sustentam e o que fazer para combatê-la. Muita coisa, né? Então fique bem confortável e se prepare que o aulão de hoje vai começar!

O que é masculinidade tóxica? Descobrindo ela no seu dia a dia

masulinidade frágil tópicos dona coelha

De forma simples: masculinidade tóxica é um conjunto de comportamentos e estereótipos estabelecidos social e culturalmente como sendo o padrão masculino. Sabe aquelas histórias de “coisa de homem”, “homem é assim” e do famoso “homem de verdade”? Então…

Tudo aquilo que dizem que você deve fazer ou ser simplesmente porque é homem é o que chamamos de masculinidade tóxica. Essas coisas são estabelecidas pela sociedade e estão enraizadas na nossa cultura, como sendo “normais”.

Muitas vezes, não vemos problema em imposições como essas, mas a verdade é que elas vêm limitando os homens de serem o que eles são antes de tudo: humanos. Homem chora, homem é fraco, homem é sensível, sim. Não há nada na nossa genética que acabe com nossos sentimentos e emoções.

Aí já viu, qualquer cara que fuja desse padrão é ridicularizado, humilhado e vira motivo de piada entre os “amigos”. Desde pequenos ouvimos coisas como “fala igual homem”, “isso é brinquedo de menina”, “engole o choro”, simplesmente por expressarmos emoções e gostos.

A masculinidade não precisa ser tóxica, mas ela é. Quando ela exclui, limita e machuca, ela perde tudo que poderia ser de bom e fica presa a uma caixinha limitada de rótulos negativos e que, no geral, não condizem com a verdade.

Como a masculinidade tóxica pode me afetar?

Mais importante do que entender o que é a masculinidade tóxica, é saber como ela pode te afetar. É nesse momento que o calo dói e você percebe, de verdade, que tem alguma coisa muito errada nessa história. Por isso, eu separei algumas coisas para quebrar os seus paradigmas e estereótipos.

Primeiro de tudo, você sabia que homem chora?! Para uns isso pode ser óbvio, mas outros devem estar pensando “Ah, isso é coisa de ‘mulherzinha“. Sim, é. Mas é coisa de homem também.

Outra bomba: homem nem sempre é forte, viril, insensível, ou, como dizem por aí, “machão”. Todos esses títulos não se enquadram a todos os homens e, quando são impostos a nós, acabamos desenvolvendo comportamentos agressivos, supervalorizando a sexualidade e suprimindo emoções.

Lavar, passar, cozinhar é coisa de homem sim! Da mesma forma, brincar de casinha e de boneca é brincadeira de menino também. Afinal, sujamos louça e tudo mais, e os meninos podem sonhar em ser pais um dia também – você não quer chegar nesse momento despreparado, né?!

Ah, não podemos esquecer que homem é delicado, gentil e calmo e isso não tem nada a ver com a orientação sexual dele. Héteros podem falar fino e homossexuais podem ter voz grossa e ser fortes, ou o contrário, e tá tudo bem também – o que não faz sentido é esse preconceito!

Como afeta nossa vida sexual

Esse tipo de comportamento cria uma pressão em nós, homens, concorda? Sempre temos que chegar nas mulheres e demonstrar interesse, ter um histórico de “fodas” incríveis e ainda ter uma boa performance na cama.

Se brochamos, então, nos rotulam de homossexuais. Se gostamos de sexo anal com a parceira, questionam nossa sexualidade. Esse pensamento e muitos outros são o que nos impedem de experimentarmos novos prazeres, sem tabus. 

Mulheres não gostam de homens de mente fechada e masculinidade frágil, e isso posso afirmar com fontes confiáveis – a Nath me disse

Sintomas de masculinidade tóxica: qual é o seu diagnóstico?

masculinidade tóxica teste dona coelha

Agora que você já sabe o que é a masculinidade tóxica e como ela pode afetar vida nos novos e velhos homens, é hora de fazer o check-up geral: você tem sintomas? Qual é o seu diagnóstico? Atualize sua ficha “médica”:

Quando um amigo age de forma afeminada, você fala coisas como:

  • “Fala igual homem”;
  • “Que mulherzinha”;
  • “Cara que gosta de X coisa é gay”;
  • “Vira homem”.

Quando o assunto é relacionamento, você pensa coisas do tipo:

  • “Só homem gosta de sexo”;
  • “Homem não limpa a casa”;
  • “Homem tem que colocar dinheiro em casa”;
  • “É o homem que manda”;
  • “O que não acha em casa, busca na rua”;

Perto de outros homens, você já:

  • Se sentiu mal porque não quis fazer algo considerado masculino?
  • Fez algo que não queria por se sentir pressionado?
  • Teve sua sexualidade questionada por um comportamento que não é considerado masculino?
  • Virou piada por demonstrar seus sentimentos?

Quando um cara teve comportamentos “não-masculinos”, você já:

  • Debochou de um homem que não correspondia ao padrão de masculinidade?
  • Menosprezou um cara que agiu de forma não-masculina?
  • Questionou a capacidade de um homem que não seguia o estereótipo?
  • Falou para um cara mudar seu jeito/comportamento porque não seguia o padrão másculo?
  • Questionou a sexualidade de um homem por causa de comportamentos não-sexuais?

Não tenha medo de responder a essas perguntas, o meu diagnóstico não foi muito positivo e a verdade é que o de ninguém vai ser. O importante é o que fazemos para nos curar desse mal. Se você está aqui, já está um passo mais adiante do que ontem, certo?

Apenas quando mudarmos nossas visões de mundo e nossos comportamentos poderemos ajudar a combater essa opressão que está enraizada na nossa sociedade. Vamos juntos?!

Clube da luta atualizado: um movimento que vale a pena!

Caso você não tenha percebido ainda, quero deixar claro que sim, esse é um papo feminista. Por quê? Já reparou que tudo que é padronizado como feminino é o que nós não podemos ser: emotivos, carinhosos, frágeis, delicados, fracos.

Todas essas coisas tidas como negativas para o homem são estereotipadas como comuns nas mulheres. Então, falar de masculinidade tóxica é lutar contra a opressão estrutural imposta pelo machismo, na nossa sociedade, e erguer a bandeira feminista também.

Essa luta é importante e essencial para que nós não tenhamos que fingir ser o que não somos. Nada mais chato do que forçar comportamentos que não queremos ter ou suprimir sentimentos para agradar os outros. Se quiser saber mais para que serve o feminismo na sua vida, confere o post aqui do blog e fica por dentro!

Mas, antes de querer entrar de cabeça no movimento, entenda como o homem se encaixa no feminismo e como você pode ajudar nessa luta. Até lá, melhore o que está ao seu alcance: você.

Avalie-se, repense, informe-se, desconstrua-se! Sempre que você pensar em criticar ou fazer piada sobre outro cara, por conta de um comportamento que não é masculino, pergunte-se: por que isso não é masculino? Assim, vai ser fácil perceber quando está sendo babaca e evitar esse papel.

Lembre-se: um “homão da porr*” nada mais é do que um homem que entende sua masculinidade de forma saudável e ultrapassou os estereótipos impostos pela sociedade – nada além do mínimo que todos nós devemos ser e fazer.

Agora que você já entende muito sobre masculinidade tóxica, conta pra gente nos comentários: você é tóxico ou não? O que vai fazer para se curar? Vamos juntos construir uma masculinidade saudável!

E aí, gostou do conteúdo de hoje? Então, acompanhe a Dona Coelha nas redes sociais e fique por dentro de mais assuntos como esse, além de sexo, relacionamento e outras coisas que adoramos! Até o próximo post!

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segunda-feira, 4 de maio de 2020

“Quando já estávamos deitados no sofá bastante excitados, ele parou”

Ilustração: Caio Borges/UOL

“Mal conheci J., começamos a namorar. Logo na primeira semana ele me convidou pra jantar em sua casa. Quando cheguei lá encontrei um clima bem romântico. Mesa a luz de velas, vinho e um ótimo som de jazz. Após algum tempo começamos a nos beijar, e quando já estávamos deitados no sofá e bastante excitados, ele se afastou de repente. Perguntei o que havia, mas ele apenas respondeu ‘É melhor pararmos por aqui’. Ele não encostava mais em mim. Terminamos. Passados alguns meses,  descobri o que aconteceu naquela noite. Ele me contou que tinha tanto medo de broxar, ficava tão ansioso, que não conseguia nem arriscar, já temendo o fracasso.”

***

A atitude de J. é muito mais comum do que se pensa. A nossa sociedade patriarcal impõe ao homem estar sempre pronto para o sexo e nunca broxar. O psicanalista argentino J.C. Kusnetzoff afirma que a ausência da ereção causa no macho uma angústia impossível de expressar em palavras, um medo ancestral que vem lá do fundo, como a água que rompe um dique.

Veja também:

“Para o homem, o símbolo da masculinidade e do ser não é o pênis, e sim o pênis ereto. Nenhum homem pode se conceber como tal quando a ereção falha, pois para ele a ereção é a sua essência, assim com a água é para o rio que, ao secar, deixa de ser rio. Dessa forma, quando isso acontece ele não quer ser consolado, e sim ‘curar-se’ sozinho. Nesse momento deseja desaparecer magicamente e voltar montado no pênis ereto, como cavaleiro ressuscitado do apocalipse vivido”, diz Kusnetzoff.

O pavor de novo fracasso pode criar um círculo vicioso. Se um homem fica ansioso durante o ato sexual, são liberadas substâncias como a adrenalina, afetando o funcionamento do seu sistema nervoso autônomo.

Isso leva à contração dos vasos sanguíneos, impedindo o fluxo de sangue para o pênis, o que torna difícil obter ou manter a ereção. A preocupação com o desempenho acaba, então, ocasionando a impotência ou até mesmo fazendo o homem desistir antes do tempo, antecipando essa possibilidade.


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sexta-feira, 1 de maio de 2020

Separação durante o isolamento: é possível ser feliz sozinho

Luisa Sonza e Whindersson Foto: Reprodução/Instagram

“Eu e Luisa Sonza temos mais do que o nome em comum: também me separei em meio à quarentena, e na semana do meu aniversário de 36 anos. A pandemia provocada pelo coronavírus nada teve a ver com o fim de um lindo casamento de 13 anos, mas certamente potencializou todo o caos que é um divórcio, entre eles o de não poder chorar no ombro da minha mãe. Nem no da minha melhor amiga. Nem no de ninguém.”, escreveu Luiza Souto em Universa.

Não são poucas as pessoas que estão se sentindo sozinhas neste período de isolamento. Recebi várias mensagens, lamentando a separação.

Veja também:

“Sou separada há quase um ano e, agora, estou me sentindo profundamente sozinha. Meu casamento já estava péssimo, mas fiz tudo pra não ver que tinha que tomar uma atitude. Demorei muito pra me separar. No início, até achei que minha vida seria divertida, mas logo surgiu essa pandemia. Agora, ficou claro que preciso me virar sozinha. Sou uma pessoa sem ninguém…”

Na vida a dois, por medo da solidão muitas pessoas suportam o insuportável numa relação, tentando manter a estabilidade do vínculo. Não há dúvida de que o medo da solidão é responsável por muitas opções equivocadas de vida. Fazemos qualquer coisa para nos sentir aconchegados e protegidos através da relação com outra pessoa, tentando nos convencer de que assim não seremos mais sozinhos.

A ideia, tão valorizada e difundida pelo amor romântico, de que devemos buscar um parceiro que nos complete só contribui para que não enxerguemos o óbvio: a solidão é uma das nossas características existenciais, sentida de diferentes maneiras por cada um. Aceitar isso talvez seja o primeiro passo para relacionamentos amorosos mais ricos, longe da expectativa de que o outro nos livre da condição de seres solitários.

Mas muitos já estão se livrando dessa crença. Mais pessoas começam a perceber que viver sozinho, ou seja, sem um par amoroso, não significa solidão. Contudo, a condição essencial para ficar bem sozinho é o exercício da autonomia pessoal. Isso significa, além de alcançar nova visão do amor e do sexo, se libertar da dependência amorosa exclusiva e “salvadora” de alguém.

O caminho fica livre para um relacionamento mais profundo com os amigos, com crescimento da importância dos laços afetivos. É com o desenvolvimento individual que se processa a mudança interna necessária para a percepção das próprias singularidades e do prazer de estar só.

Provavelmente se tornará cada vez mais pertencendo a um passado distante a música de Tom Jobim que diz: “É impossível ser feliz sozinho…”.


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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Filmes feministas para assistir com o mozão

Veja o conteúdo no site: Filmes feministas para assistir com o mozão

Entender o feminismo de forma leve e descomplicada pode ser o caminho certo para desconstruir esse assunto. Além disso, um bom filme feminista também pode ser um programa muito gostoso para casais que já curtem o assunto.

Esse é um tema importante, que está em alta há algum tempo. Temos prazer em conversar com você sobre isso e ainda mais em poder indicar obras que podem ajudar a abrir os seus olhos e, de preferência, do seu crush também.

As taxas de feminicídio e violência doméstica no Brasil são assustadoras e esse é um tópico que precisa ser observado bem mais de perto. É por isso que os filmes se tornam boas alternativas para conhecer, se informar e se aprofundar na discussão.

Para nossa sorte, a Netflix disponibiliza diversos filmes e documentários sobre o assunto. Então, se liga na lista de filmes feministas disponíveis na Netflix que a Dona Coelha separou exclusivamente para você assistir com seu mozão:

1 – Feministas: O Que Elas Estavam Pensando?

filme feminista o que eles estavam pensando netflix dona coelha

O documentário, dirigido por Johanna Demetrakas, é um verdadeiro aconchego de esperança para mulheres de todas as idades. Nele, um álbum de fotos de autoria de Cynthia MacAdams, ajuda a dar voz para as mulheres retratadas no livro “Emergence”, publicado em 1979.

É uma experiência incrível para quem deseja revisitar aqueles momentos e entender o que pensavam essas mulheres, que foram às ruas em protestos contra as restrições culturais que sofriam.

Além de ser um documentário sensível e profundo, ele ainda dialoga diretamente com outro documentário feminista maravilhoso, que também é disponibilizado pela Netflix: Ela fica linda quando está brava, que fala com muita beleza e rigor sobre a segunda onda feminista americana, na década de 60 e 70.

Ambos os documentários nos ajudam a entender o pluralismo do movimento feminista e partes importantes da sua formação. Aqui estão os trailers:

Feministas: O Que Elas Estavam Pensando?

Ela fica linda quando está brava:

2 –  Mulheres do Século 20

filme mulheres do século 20 netflix dona coelha

O filme se passa na Califórnia da década 70 e conta a história de Dorothea Fields (Annette Bening), uma mulher que luta para dar uma boa criação a seu filho adolescente, a fim de torná-lo um homem que entende e respeita as mulheres e o universo feminino.

Apesar de todas as diferenças entre mãe e filho, Dorothea nunca desiste. Ela conta com o auxílio de duas amigas: Abbie e Julie. As três, cada uma com sua excentricidade e personalidade, contribuem atividade para a formação do menino.

O longa é interessantíssimo, pois aborda perspectivas femininas em três gerações. Abby é uma jovem adulta de personalidade imbatível, enquanto Julie é uma adolescente provocadora e determinada. Já a mãe ama e ensina o filho sobre todos esses mundos.

Veja o trailer desse filme cheio de ensinamentos e lições valiosas:

3 – Eu Não Sou um Homem Fácil

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Em uma comédia divertida e leve, Damien (Vincent Elbaz), sofre na pele alguns dos problemas enfrentados cotidianamente por mulheres. Inicialmente, o personagem é um daqueles homens que colecionam transas, não perdem uma oportunidade de soltar um “fiu-fiu” e torcem para que mulheres recebam salários menores.

Mas tudo isso muda quando, em uma situação incomum, Damien dá de cara com um poste. Ele acorda em um universo paralelo, onde as mulheres e os homens possuem papéis totalmente opostos.

Em uma das falas mais icônicas do filme, ao entender o contexto em que muitas mulheres são tratadas como objeto sexual, o personagem dispara: “Me tornei uma vítima. Era um abusador. Não existe o meio termo?”.

A comédia traz uma reflexão muito importante, de forma super descontraída. Confira o trailer:

4 – A arte de amar: a história de Michalina Wislocka

netflix filme a arte de amar dona coelha

A biografia da médica Michalina Wislocka é uma das grandes tramas desenvolvidas para para representar nas telonas a história da revolução sexual das mulheres. O filme se passa na Polônia dos anos 70, em meio a um regime comunista e extremamente conservador.

Wislocka foi uma das mulheres mais importantes na luta pela liberdade sexual das mulheres. Seu livro, “A Arte de Amar”, é um verdadeiro guia que ensina mulheres a se conhecerem, a fim de se verem livres do sexo por obrigação.

Veja o trailer original do filme:

5 – As Sufragistas

netflix filme as sugrafistas dona coelha

Baseado em fatos reais, “As Sufragistas” é um drama histórico, protagonizado por Carey Mulligan e Meryl Streep. Ele retrata a luta do movimento feminista e seus métodos no inicialmente pouco comuns.

Conheça a história de mulheres que enfrentaram situações cruéis e desumanas em uma batalha exaustiva contra as desigualdades sociais e em busca do direito ao voto. Foram centenas de mulheres resistindo à opressão e se rebelando publicamente contra o sistema.

Veja o trailer aqui:

Se você se interessou pelos documentários, provavelmente vai gostar de ver nosso post sobre filme pornô feminista: é ótimo para ver com o mozão – ou sozinha.

E então, gostou das indicações? Conta pra gente suas impressões sobre essas obras e indique para nós seus filmes preferidos sobre o assunto! Aqui na Dona Coelha acreditamos que juntos nós podemos estar sempre unindo diversão e aprendizado!

Deixe seu comentário, nos vemos no próximo post!

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Como salvar seu casamento

Ilustração: Caio Borges/UOL

Demorei a descobrir por que meu avô considerava “pouca vergonha” pessoas separadas conversarem ou até se cumprimentarem. Quem viveu na primeira metade do século 20 não podia mesmo entender. Na maioria dos países ocidentais, o casamento constituía um contrato duradouro e não era permitido o rompimento, a não ser em casos de faltas gravíssimas cometidas por um dos cônjuges. Entre elas estavam o abandono do lar, adultério, alcoolismo e violência física. “Depois de tanto ultraje, como podem ficar amigos?”, ele devia se perguntar.

Naquela época não havia separações amigáveis. Embora, como acontece hoje, as mulheres fossem responsáveis pela maioria dos pedidos de separação, a situação delas era bem difícil. Apesar de só se separar quando o casamento se tornava insuportável, elas eram discriminadas e representavam uma vergonha para a família.

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Para salvar o casamento, chegaram a adotar soluções tragicômicas, como a de 1929, em Cleveland, nos Estados Unidos. É inacreditável, mas pretenderam resolver o problema fazendo do bridge matéria obrigatória nas escolas municipais. Diziam que o lar americano se encontrava em decadência porque nele quase não se jogava o bridge. E que muitos casamentos se desfizeram porque o casal, em vez de jogar bridge entre si, passou a sair, cada um para o seu lado. Ao ensinar o jogo às crianças, estariam preparando-as para uma vida conjugal sólida.

A felicidade no casamento depende das expectativas que se depositam na vida a dois. Antigamente as opções de atividades fora do convívio familiar eram bastante limitadas, não só para as mulheres que cuidavam da casa e dos filhos, como para os homens que do trabalho iam direto para o aconchego do lar. Desconhecendo outras possibilidades de vida, não almejavam nada diferente. Havia um conformismo generalizado.

Entretanto, o movimento de emancipação feminina e a liberação sexual dos anos 60 trouxeram mudanças profundas na expectativa de permanência de uma relação conjugal. Surgiram muitas opções de lazer, de desenvolver interesses vários, de conhecer outras pessoas e outros lugares.

Sem falar numa maior permissividade social para novas experimentações, nunca ousadas anteriormente. Ao contrário da época em que, excetuando os casos de intenso sofrimento, ninguém se separava, hoje a duração dos casamentos é cada vez menor. Isso ocorre porque, quando uma pessoa se vê privada das perspectivas que são de, alguma forma, possíveis, a frustração é inegável.

Que o casamento está em crise não é novidade nenhuma. E isso começou a acontecer depois que o cônjuge passou a ser escolhido por amor e não mais por interesses familiares. As perspectivas não são nada animadoras e talvez só tenha um jeito. Para ser sólido e duradouro, o casamento precisa voltar a ser como sempre foi: sem nenhuma expectativa de romance ou de prazer sexual. Será que alguém se habilita?


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