terça-feira, 9 de junho de 2020

Como usar vibrador de casal? Dicas para ter prazer em dobro!

Veja o conteúdo no site: Como usar vibrador de casal? Dicas para ter prazer em dobro!

Aquela ideia super old de que vibrador é coisa para mulheres usarem sozinhas já passou há muito tempo. Afinal, que casal não gosta de ficar junto e aproveitar seus momentos com toys que ajudam a apimentar a relação? No post de hoje vou falar sobre como usar vibrador de casal aproveitando todas as suas possibilidades.

Ao contrário do que muita gente pensa, os vibradores não funcionam apenas como um brinquedo para sanar a ausência de alguém ou se auto descobrir. É verdade que essas funções são super importantes, mas sua atuação pode ir muito além disso

Na realidade, esse toy também pode (e deve) ser utilizado durante o sexo. Ele deixa tudo mais interessante, estimula novas sensações, ajudando o casal a fugir daquela rotina sem graça e até colaborar para que o desejo pelo prazer reacenda, e o melhor: em dobro.

Como assim? Nosso objetivo por aqui é conduzir tanto homens quanto mulheres a uma vida sexual quente, satisfatória. É por isso que hoje nossas dicas vão para os dois, afinal, não nos basta orgasmos unilaterais, nós queremos serviço completo!

Vibradores de casal: o que são? Como usar?

Podemos chamar de vibrador para casal todos os brinquedos que permitem o uso compartilhado. Isso mesmo, eles são desenhados para irem além do uso tradicional e transformarem suas relações. São pensados para que você receba e dê prazer, tudo ao mesmo tempo! 

E se na hora H vocês optarem pelo uso de algo diferente? Algo que possa fazer ambos saírem da rotina? Essa pode ser uma ótima oportunidade para dar abertura e falar sobre sexo e outras coisinhas que ambos gostam e poderiam aproveitar juntos. 

A nossa dica, nesse ponto, é que se o casal não está habituado a utilizar brinquedos eróticos, surpreender não é o melhor caminho. Antes de tudo, vale a pena conversar, entender e, depois, escolher o melhor toy para os dois

parceiro vibrador do casal dona coelha

Homens, principalmente, ainda têm problemas com o uso de vibradores. Ainda rola aquela dúvida: será que não to dando conta do recado? Mas já falamos sobre isso por aqui e explicamos direitinho os motivos pelos quais o vibrador não pode substituir o homem.

Então, vamos combinar assim, conversem primeiro e se divirtam depois. Fechado? 

Formatos de vibrador para casal: quais os melhores?

O vibrador mais comum e popular entre os casais são aqueles que apresentam o formato de U ou C. O que é compreensível, já que eles são intencionados para estimular o clitóris e o canal vaginal ao mesmo tempo, sem usar as mãos. 

Sim, é menos trabalho e mais prazer! Além disso, eles podem ser usados de forma simultânea com a penetração peniana, dessa forma, o homem sente a vibração e a mulher também. Fala pra mim, como alguém poderia dizer não para um toy desses? 

É claro que esse é um dos inúmeros modelos capazes de agradar. Inclusive, existem opções que podem ser controlados por meio de controle remoto, é muita modernidade, não? Vale a pena experimentar, testar e encontrar os vibradores ideais para vocês. E aí, ainda tem dúvida de como colocar toda essa teoria em prática?

Dicas de como aproveitar o vibrador ao máximo

Já sabemos que eles são versáteis e possuem verdadeiros super poderes. No entanto, há maneiras para usar o vibrador de casal e aproveitar todas as suas possibilidades. 

A forma mais popular é colocando uma parte do vibrador dentro da vagina, enquanto a outra fica do lado de fora, estimulando a região do clitóris. Nos vibradores em U, cada uma dessas partes tem um motor independente, permitindo diversos tipos de uso. como usar vibrador casal dona coelha

Você pode colocar apenas um deles para vibrar, pode deixar seu parceiro controlar a vibração do segundo, a intensidade, a velocidade. Também pode ter uma vibração simultânea, que é perfeita para os momentos em que o vibrador está sendo utilizado durante a penetração. 

Esse tipo de toy, além disso, consegue ser usado de modo separado. Exclusivamente na mulher ou no homem. Enquanto nas mulheres ele estimula uma vibração dupla que vai fazer você gozar muito, nos homens, ele pode ser usado para “abraçar” o pênis, o que provoca um prazer sensacional. 

E se eu disser que não para por aí? Que tal usar esse vibrador entre os seios? Você pode curtir aumentando ou diminuindo a vibração. Deixe sua imaginação viajar e não tenha medo de explorar tudo o que ela propor a vocês.

Como inserir o vibrador no relacionamento a distância?

Esses toys são excelentes para você que está longe do mozão. Dá para utilizá-los facilmente a distância. Alguns deles, como os vibradores de colocar na calcinha, podem ser ativados por aplicativo! 

Eles funcionam tanto em sistema Android quando em iOS, apresentam muitas funcionalidades e são perfeitos para quem não pode estar juntinho, mas quer curtir muito a dois. É possível ativar o app até através de uma música. 

E então, gostou das dicas? Que tal colocar tudo isso em prática? Aproveite os momentos com o seu parceiro de uma forma muito mais intensa e criativa. Conte com a gente para te ajudar com cada detalhe, cada toy e acessórios. Nos vemos no próximo post!

> Dona Coelha


Como usar vibrador de casal? Dicas para ter prazer em dobro! publicado primeiro em hhttps://www.donacoelha.com/blog/

segunda-feira, 8 de junho de 2020

“Na primeira vez, brochei. Ela aceitou tentar de novo e brochei outra vez”

Ilustação: Caio Borges/UOL

“Sou advogado, 36 anos, separado, sem filhos. Consegui me aproximar de uma mulher maravilhosa, muito sensual, que faz muito sucesso entre os homens. Começamos a sair, e na primeira vez que fomos transar, brochei. Eu não sabia onde enfiar a cara! Parecia que tinha caído num abismo! Inventei uma história sobre um remédio que estava tomando. Não sei se ela acreditou, mas aceitou novamente transar comigo. Outra desgraça! Brochei de novo.”

****

A cultura ocidental, além de esperar que o homem seja forte, corajoso e tenha sucesso em tudo, associou a ideia de masculinidade a desempenho sexual. O homem presta muita atenção ao seu pênis; dedica-lhe mais afagos e zelo do que a qualquer outra parte do corpo. Protege-o acima de tudo. Além disso, é gratificante poder se orgulhar do próprio pênis: seu tamanho, forma e performance. Para ele, o pênis é de suprema importância. Nada que o afeta deixa de afetar o homem na mesma proporção, e vice-versa.

E quando a ereção não acontece ou não se mantém?  Para o psicanalista argentino J.C. Kusnetzoff  “nenhum homem pode se conceber como tal se a ereção falha. Quando isso acontece, ele não quer ser consolado; deseja desaparecer magicamente e voltar montado no pênis ereto, como cavaleiro ressuscitado do apocalipse vivido.” Entretanto, a incapacidade de obter ereção ou manter o pênis rígido, para ser considerada impotência, deve ser um fato que se repete e não um episódio. As causas dessa disfunção podem ser orgânicas ou psicológicas, mas o medo e a vergonha de aceitá-la levam o homem a demorar em média quatro anos para buscar ajuda.

Veja também

O pavor de novo fracasso pode criar um círculo vicioso. Se um homem fica ansioso durante o ato sexual, são liberadas substâncias como a adrenalina, afetando o funcionamento do seu sistema nervoso autônomo. Isso leva à contração dos vasos sanguíneos, impedindo o fluxo de sangue para o pênis, o que torna difícil obter ou manter a ereção. A preocupação com o desempenho acaba, então, ocasionando a ausência de ereção.

 Grande parte dos casos de disfunção erétil deixará de existir quando o homem se libertar da obrigação de provar que é macho. Partir para o ato sexual apenas quando existir desejo real pela parceira e não se preocupar com a ereção são pré-requisitos fundamentais. Aí talvez seja possível experimentar o sexo com liberdade, simplesmente para obter e proporcionar prazer, longe de qualquer tipo de ansiedade.


“Na primeira vez, brochei. Ela aceitou tentar de novo e brochei outra vez” publicado primeiro em https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/

sábado, 6 de junho de 2020

Quando o sexo se torna perigoso: tentar aumentar o prazer pode trazer risco

Ilustação: Caio Borges/UOL

O enforcamento durante o sexo pode aumentar o risco de derrame e lesões cerebrais, mesmo que a pessoa não perca a consciência, alertam cientistas.

Pesquisadores da Universidade Bangor e médicos do Serviço de Lesões Cerebrais do Norte de Gales descobriram que as sequelas do estrangulamento podem incluir parada cardíaca, acidente vascular cerebral, aborto espontâneo, incontinência, distúrbios da fala, convulsões, paralisia e outras formas de lesão cerebral a longo prazo.

Veja também

Lendo a matéria sobre asfixia no sexo, em Universa, lembrei-me de um email que recebi alguns anos atrás:

“Há alguns anos, descobri, não sei como, uma sensação muito forte ao combinar o orgasmo com uma espécie de asfixia. No início, eu simplesmente prendia a respiração quando o orgasmo ia chegando. Não tinha comparação a sensação: era muito melhor do que ter orgasmo sem fazer isso. Virou um hábito e o orgasmo sem a asfixia parecia fraco. Gostei tanto dessa experiência que parti para algumas inovações. Passei a amarrar uma corda no meu pescoço, que aperto próximo ao orgasmo. Há algum tempo me preocupei se isso não me faria algum mal e me assustei ao ler que isso é extremamente perigoso. Será que já me causei algum dano?  Tenho 30 anos, sou casado, tenho bom preparo físico pela prática constante de esportes, mas não quero correr um risco desnecessário”.

 A asfixia autoerótica é resultado da compressão dos vasos sanguíneos que, diminuindo o oxigênio no cérebro, provoca uma sensação de tontura e início de desmaio. É extremamente perigosa: alguns segundos a mais e a pessoa fica inconsciente e pode morrer.

Já em 1791, o Marquês de Sade descreveu num romance o caso de um homem que se enforca tentando experimentar o êxtase sexual. Nos Estados Unidos, estima-se que o número de mortes por asfixia seja de 500 a 1.000 por ano. A idade média é de 26 anos e é comum que os homens sejam encontrados vestidos com algumas peças de roupa feminina.

Há alguns anos, os jornais noticiaram a estranha morte de um deputado do partido conservador inglês, de 45 anos. O corpo foi encontrado no chão da cozinha de sua casa, em Londres, com um saco plástico enfiado na cabeça e uma corda em torno do pescoço. Ele estava nu, exceto por um par de meias femininas e ligas de couro. Ao que tudo indica, ele apertou demais a corda em torno do pescoço enquanto se masturbava.

Como muitos adeptos dessa prática fazem para se preservar, ele tomou o cuidado de colocar uma laranja na boca, para mantê-la aberta caso perdesse os sentidos. Mas, dessa vez, ele não teve sorte. A motivação pode ser puramente a vontade físico-emocional de aumentar o prazer. Não se considera que os praticantes tenham tendências suicidas, mas uma preferência sexual que os predispõe ao perigo.


Quando o sexo se torna perigoso: tentar aumentar o prazer pode trazer risco publicado primeiro em https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/

sexta-feira, 5 de junho de 2020

O que é identidade de gênero e quais os tipos: seja você, seja únicu!

Veja o conteúdo no site: O que é identidade de gênero e quais os tipos: seja você, seja únicu!

Você já ouviu falar em identidade de gênero? Essa é a forma como uma pessoa se identifica e se mostra ao mundo a partir da binaridade definida socialmente: masculino e feminino, homem e mulher.

Esse é mais um daqueles termos relacionados à sexualidade que causam inúmeras dúvidas e questionamentos na nossa sociedade, já que vai muito além da tradicional heteronormatividade. Por isso, mais uma vez, a Dona Coelha entra em ação para descomplicar o seu dia a dia!

As últimas décadas têm trazido novos temas à tona e a sexualidade vem ganhando cada vez mais força e atenção nas rodas de amigos, no cenário social e político e tudo mais. Mais e mais as pessoas têm refletido sobre o que é ser um ser sexual nesse mundo.

Assim, temos aprendido (e muito descoberto) que existem diferentes formas de amar e de se entender no mundo além do padrão Adão e Eva estabelecido há séculos e séculos. Com isso, a luta pela liberdade de gênero ganha cada vez mais força e “soldados” – é hora de entender cada vez mais a causa LGBTQ+.

Como estamos aprendendo junto com vocês, no post de hoje, vamos explicar o que é identidade de gênero, quais os tipos e um pouco das implicações pessoais e sociais que esse conhecimento pode trazer no nosso dia a dia. Sim, esse é mais um assunto sério, mas ele pode fazer toda a diferença na sua vida sexual ou na de alguém que você ama!

Preparado para ressignificar o seu dia a dia? Então, deixe para trás os preconceitos, ligue as anteninhas da desconstrução e vamos lá!

O que é identidade de gênero: dicionário da Dona Coelha!

Quem nunca ouviu aquela história bíblica da criação do homem e da mulher lá no paraíso do Éden? Esse padrão “ele e ela” é o que molda a nossa sociedade há milhares e milhares de anos, mas a heteronormatividade não é tão “normal” assim.

Então, para começar, vamos entender e diferenciar alguns conceitos essenciais dentro dessa temática, ok? Primeiro precisamos entender que gênero e sexo são coisas diferentes.

Diferença entre sexo e gênero

Robert Stoller, que foi psicanalista e psiquiatra norte-americano, em 1968, explicou o que é cada uma dessas coisas. Segundo ele, sexo é o aspecto anatômico, fisiológico e morfológico do ser humano (genitálias, hormônios e cromossomos sexuais).

Gênero, de acordo com o especialista, está ligado às definições e conceitos culturais, sociais e históricos ligados a cada um dos sexos. Lembra daquela polêmica questão no ENEM de 2015 com a frase feminista marcante “Não se nasce mulher, torna-se mulher”, de Simone Beauvoir? Então, era sobre isso!

Dessa forma, entender-se como mulher significa que você se identifica com tudo que a sociedade e sua cultura historicamente pregam como ser mulher: cabelos longos, curvas, saias e vestidos, posições sociais e etc. Da mesma forma, não se nasce homem, torna-se.

Essa afirmação gera muita polêmica porque desvincula a ideia de gênero das genitálias. Não é um pênis que te faz homem, nem a vagina, mulher. É a forma como você se identifica no mundo que vai te permitir determinar o seu gênero – isso mesmo: você decide, não os outros.

Expressão de gênero: mostre quem você é

Quando você entende um gênero como o seu, seja porque descobriu-se assim ou porque te contaram que essa pessoa é você, a tendência é mostrar isso ao mundo. Isso é o que se entende como expressão de gênero.

Está ligado a suas roupas, corte de cabelo, comportamentos e até a sua silhueta física – como dissemos, há padrões sociais que estabelecem o que é ser mulher e o que é ser homem.

Agora que você sabe tudo isso, é hora de refletir: já imaginou se olhar no espelho e não se identificar com a imagem que vê? Já pensou que é muito difícil se encaixar como mulher, por exemplo, e se sentir bem? Bom… esses questionamentos têm tudo a ver com a sua identidade e como você se enxerga no mundo e o mais importante é sempre se olhar com amor!

Tipos de identidades de gênero: a pontinha do iceberg

tipos de identidade de gênero

Entendendo que ser homem ou mulher não tem a ver com as genitálias ou hormônios que carregamos conosco – e que podem nos dar muito prazer –, é importante saber que há diversos (e talvez inúmeros) tipos de identidade de gênero.

Afinal, como limitar a forma que as pessoas se enxergam e se vêem no mundo? Não dá! Felizmente, cada pessoa é um universo único e que tem o direito de existir e viver como é. Mas, para tentar clarificar um pouco mais as coisas, vamos falar sobre as identidades de gênero mais conhecidas:

  • Cisgênero – você é privilegiado, sim!

Sabe aquelas perguntinhas que eu fiz no tópico anterior? Bom, se a sua resposta para elas é “não” e aquelas dúvidas e desconfortos não fazem parte do seu dia a dia, muito provavelmente significa que você é uma pessoa cisgênero.

Isso quer dizer que você se identifica com o gênero que lhe foi atribuído no seu nascimento: consideram você como menina/mulher e você se identifica dessa forma, por exemplo. Ou um menino que se vê e se identifica com essa construção social de homem.

Uma das coisas mais importantes ao entender que você é uma pessoa cis talvez seja reconhecer os seus privilégios. Afinal, você se identifica com o gênero designado a ti em seu nascimento e a sociedade em que está inserido diz que isso é o “normal”, o “certo”, em detrimento de outros que não se enquadram nesse padrão.

Vale lembrar que esse rótulo está diretamente ligado à heteronormatividade: ideia de que a heterossexualidade e relacionamentos heterossexuais são os naturais socialmente.

  • Transgênero – enfrentando um leão por dia!

A pessoa transgênero é aquela que não se identifica com o gênero que lhe foi atribuído quando nasceu. São essas pessoas que, quando moldadas nos padrões sociais, não se enxergam naquele espelho, pois não se entendem como a sociedade diz que deveriam.

Por exemplo, um homem que, por nascer com o sexo feminino (genitálias e tudo mais), foi determinado como mulher desde pequeno, sendo criado e educado como menina. Essa é a realidade de diversos homens transgênero. O inverso também é super comum, aí conhecemos as mulheres transgênero.

Alguns outros termos muito ligados a essa identidade têm uma forte pegada social. Travesti, por exemplo, é uma terminologia latino-americana para mulheres trans que são marginalizadas por sua identidade e mais ainda por serem periféricas.

O termo transexual também é muito usado para falar sobre as pessoas transgêneras, mas que já está super desatualizado. Isso porque ele faz referência específica à mudança dos genitais e, como já explicamos, a questão é muito mais ligada ao gênero do que com o sexo biológico. Muitas pessoas transgêneras lidam muito bem com suas partes íntimas de nascença e tá tudo bem!

Ah e as drag-queens e kings não são trans! Esse é um lindo movimento artístico em que o artista literalmente se transforma temporariamente em personagens do gênero oposto ou do próprio gênero do artista, exaltando certas características de forma bela, caracterizada, caricata e até mesmo buscando a proximidade ao real.

  • Não-binariedade – o mundo tem outras cores!

Não sei se você percebeu, mas, de uma forma geral, o que falamos até aqui relacionava-se de forma direta ou indireta com as ideias de homem e mulher. Mas você sabia que há diversas pessoas que não se identificam nem como o gênero masculino nem com o feminino?

A não-binariedade é um verdadeiro coração de mãe: tem espaço para todes que não se enxergam na cisnormatividade. Basicamente, os não-bináries não se identificam como homens ou como mulheres. Mas isso pode acontecer de várias formas, que rendem muito pano pra manga.

O nosso intuito aqui é que você entenda que a forma de se ver e se identificar no mundo é super ampla e variada. Você não precisa ficar preso ao que você não é ou a expectativas que a sociedade colocou sobre você – ela que lute!

Identidade de gênero e orientação sexual: entenda as diferenças

Como esse papo é bem complexo e pode estar fazendo sua cabeça ferver, a Dona Coelha sabe que podem ter surgido várias outras dúvidas ao longo desse caminho de descobertas. Uma confusão muito grande que acontece é entre identidade de gênero e orientação sexual: são coisas completamente diferentes!

Enquanto a identidade tem a ver com quem eu sou, a orientação sexual tem a ver com quem eu gosto (ou não) de me relacionar emocional e sexualmente, por quem eu sinto desejo. Ao falar de orientação, estamos falando de héteros, homos, bis, panssexuais e muito mais.

Tem um post super completo aqui no nosso blog para você acabar com todas as dúvidas sobre esse tema e se conhecer melhor: “Orientação sexual: o que é e quais as possibilidades”. Dá uma passadinha lá, fica por dentro do assunto e compartilha com a galera!

O importante é você saber que, uma mulher trans pode ser lésbica, hétero, bi ou qualquer outra coisa que uma mulher cisgênero pode ser. Com os homens, a mesma coisa! O essencial é amar e desfrutar de muito prazer!

Ah, não se esqueça dos assexuais que, de uma forma bem geralzona, não sentem esse desejo todo – e não tem problema nenhum nisso! Entenda melhor essa orientação sexual aqui no nosso blog também.

God makes no mistakes, you were born this way!

Bom, tudo isso é apenas um pouquinho do que há para saber sobre essa temática – afinal, falar do ser humano é super complexo e demanda muito tempo. Com esse básico, esperamos que você tenha esclarecido muitas dúvidas e, talvez, entendido melhor seus sentimentos sobre si mesme.

Além de refletir sobre a sua existência, agora é hora de pensar na sua relação com os outros! Nada de estragar o rolê ou amizades por falta de bom senso, educação e respeito! Piadas e comentários transfóbicos nunca são bem-vindos nem tem graça! Dá uma olhadinha pra dentro e repense seus comportamentos.

Tudo bem não ser totalmente desconstruído, mas não dá para continuar sendo o “tiozão do pavê” pra sempre, viu?!

Seja você, ame quem você é e viva por você. Não há nada mais prazeroso do que se amar – e olha que a Dona Coelha entende muito sobre prazer, né?!

E aí, gostou do nosso aulão de hoje? Se você tiver mais dúvidas ou quiser compartilhar outros ensinamentos com a gente, deixe um comentário! Vamos amar conversar e aprender com vocês – juntes vamos mais longe!

Quer ficar por dentro de mais assuntos como esse? Então, acompanhe nosso blog e as redes sociais da Dona Coelha! Temos muito conteúdo sobre sexualidade, prazer, sextoys e muito mais. Até o próximo post!

> Dona Coelha


O que é identidade de gênero e quais os tipos: seja você, seja únicu! publicado primeiro em hhttps://www.donacoelha.com/blog/

quinta-feira, 4 de junho de 2020

O tamanho do pênis: por que ele ainda importa

Ilustração: Caio Borges/UOL

 

Não só no Ocidente, mas em quase todas as sociedades patriarcais, o tamanho do pênis é associado à força e à potência.  Acredita-se ser prova de masculinidade, e desde pequenos os meninos são condicionados por esse mito. Nas antigas estátuas egípcias, com pênis imensos, já fica claro a importância que davam a esse órgão. E entre os Hausa, da África, os homens se gabam em suas canções de que são “quebradores de vagina”, tanto por seu poder pessoal quanto pelo tamanho do seu pênis.

Nos Estados Unidos, um estudo mostrou que o medo de ter pênis pequeno é uma das fontes mais frequentes da ansiedade sexual masculina. Mesmo sem motivo real, o homem pode se sentir inseguro, acreditando-se incapaz de satisfazer a parceira. Isso sem falar na competição com os outros homens e no medo de que as mulheres comentem o fato entre si. Com a autoestima tão abalada, muitos se retraem, chegando a evitar qualquer contato sexual.

Veja também

Entretanto, um pênis grande é sempre admirado e fonte de orgulho para o homem. Tanto que existe um clube em Los Angeles, nos EUA, chamado ‘The Hung Jury’, em que os frequentadores se consideram privilegiados. Para ser sócio é obrigatório ter pênis de mais de 20 cm quando ereto, e para serem admitidos têm que provar isso a uma mulher encarregada da medição, que os visitou em suas casas, munida de fita métrica.

Quando o homem não se conforma com o comprimento ou a grossura do seu pênis e deseja mudar isso, pode procurar um médico especializado. Mas segundo pesquisadores americanos, somente 2% dos homens têm indicação de cirurgia para aumentar o órgão sexual: os que têm pênis com menos de 7 cm de comprimento e 8,8 cm de circunferência durante a ereção. Em geral, pênis de até 12 cm é classificado como pequeno, de 13 a 16, médio e de 17 a 24, grande.

Talvez existam formas mais simples de resolver o problema. A maior parte das mulheres, mesmo preferindo pênis maiores, concorda que a habilidade do parceiro para usar seu pênis é tão importante quanto o tamanho. Assim como o toque, o jeito de olhar, a tranquilidade — ao contrário da pressa em ejacular. É que as maiores queixas das mulheres no sexo não são em relação ao tamanho do pênis, e sim quanto à sintonia que o homem estabelece com a parceira.


O tamanho do pênis: por que ele ainda importa publicado primeiro em https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/

quarta-feira, 3 de junho de 2020

Um dia dos namorados especial: dicas de presentes eróticos!

Veja o conteúdo no site: Um dia dos namorados especial: dicas de presentes eróticos!

Com o dia dos namorados chegando, começamos a quebrar a cabeça para encontrar um presente erótico e criativo para o mozão. Afinal, todo mundo gosta de originalidade e surpreender nesses momentos é sempre muito bom. 

Essa é uma daquelas datas em que queremos ficar juntinhos com quem amamos, curtir cada momento e criar algumas boas memórias.  Com certeza é um dia que não pode passar em branco e quanto mais alternativas a dois, melhor.

Entretanto, todo mundo concorda que dar um presente criativo e sair da rotina nem sempre é uma tarefa fácil, não é mesmo? Para te ajudar na missão de salvar o dia dos namorados, a Nat e o Renan fizeram uma seleção de alguns presentes eróticos, aqui da Dona Coelha. 

Dia dos namorados com a Dona Coelha: presentes eróticos

Amamos enviar frases românticas no dia 12 de Junho,  também somos fãs de  comprar um mimo carinhoso e enviar flores. A gente adora um jantar à luz de velas e definitivamente não temos nada contra presentinhos feitos manualmente.

Comemorar o amor é algo que pode ser feito de muitas maneiras diferentes e temos muito apego a cada uma delas. Mas, se você quer um pouco mais de ousadia, se quer ver a noite pegar fogo de verdade e comemorar o amor e o sexo, nada melhor que investir em um produto erótico para seu mozão.

Antes da gente começar a nossa listinha, vale lembrar um fator super importante: leve em consideração as preferências do seu amor antes de fazer qualquer escolha. Imagina comprar algo que você adora, sem se preocupar se vai ser prazeroso o suficiente para os dois? Não dá, certo? 

Com isso em mente, se liga nas nossas sugestões de presentes eróticos para o dia dos namorados:

Para iniciantes: os cosméticos da Dona Coelha!

Você já deu uma olhadinha na nossa lista de produtinhos para sair da rotina? Por lá, temos uma seção de cosméticos que pode ser a pedida certa para iniciantes. Se vocês estão começando a experimentar brinquedos na cama, vão adorar curtir essas ideias juntos. 

Você pode optar por um por um produto para sexo oral, um gel esquenta-esfria ou até mesmo um vibrador líquido. Cada uma dessas opções são pensadas para tornar seus momentos íntimos ainda mais gostosos, é por isso que eles são excelentes para deixar seu dia dos namorados ainda melhor. 

Se você busca um presente para sua namorada, mas vocês nunca pensaram em usar um produto erótico, aposte nos produtos para casal. Assim, vocês poderão conhecer os toys juntos e tornar essa experiência mais prazerosa.

Produtos eróticos para massagem: ápices de intimidade!

dia dos namorados presentes massagem dona coelha

Imagine que você está em uma noite de dia dos namorados super íntima com um clima de romance no ar e, então, repentinamente você dá início a uma massagem inesperada, utilizando um produto especial, como um óleo para massagem beijável, por exemplo. 

Seria um presente e tanto, não é mesmo? Afinal, um ambiente agradável, com a pessoa que a gente ama, é perfeito para um envolvimento ainda mais aconchegante. Prepare o local com velas de massagem, deixe o espaço propício e surpreenda. Isso pode ajudar a fortalecer as conexões do casal.

Vibradores para ele e para ela: mil e uma funções!

dia dos namorados presentes vibradores controle dona coelha

Os vibradores são sempre ótimos presentes, mas, no dia dos namorados, vale a pena prestar ainda mais atenção neles! Aliás, existem opções como os bullets, que são perfeitos para casais que estão inserindo toys que vibram na relação. 

Eles são pequenos, mas donos de um poder gigante. Um presente incrível para surpreender. Além dos bullets, outros vibradores que são uma loucura são os modelos com controle remoto ou controlados por app

Olha que ideia sensacional para o dia dos namorados? É possível criar uma noite cheia de sensações diferentes para sua namorada, apenas colocando a cápsula do vibrador dentro da calcinha dela. 

Que tal sair para jantar com uma surpresinha dessas escondidinha na calcinha? Você pode se divertir controlando a intensidade e velocidade do vibrador, enquanto ela estará experienciando novas sensações. 

Se deseja compartilhar ainda mais a diversão, você e seu parceiro ou parceira podem aproveitar juntos a vibração dos vibradores de casal. Eles são ideais para estimular o clitóris e o canal vaginal, além de também poderem ser usados simultaneamente com a penetração, o que deixa tudo mais interessante. 

Outro queridinho para esse dia é o vibrador rabbit., principalmente se você pretende fazer uma surpresa mais que especial para namorada. Ele estimula o clitoris e a vagina ao mesmo tempo, é considerado um dos melhores vibradores do mundo. Esse, com certeza, não tem erro! 

E aí, o que achou das nossas dicas? Essas são algumas das nossas melhores alternativas de presentes eróticos para o dia dos namorados, mas ainda tem muitas opções na Dona Coelha. Esperamos que tenham gostado e que tirem algumas dessas ideias do papel. 

Aproveite muito o dia dos namorados com seu mozão, que a gente vai aproveitar daqui! Nos vemos no próximo post!

> Dona Coelha


Um dia dos namorados especial: dicas de presentes eróticos! publicado primeiro em hhttps://www.donacoelha.com/blog/

segunda-feira, 1 de junho de 2020

“Quero convidá-la para minha casa, mas tenho medo de levar um fora”

Ilustração: Caio Borges/UOL

“Tenho 34 anos, e muita insegurança sexual. Sei que não sou feio, sou até atraente….pelo menos é assim que sinto que as mulheres me percebem. Agora, tá difícil. Estou a fim de uma mulher que começou a trabalhar na mesma empresa em que eu trabalho. Ela é inteligente, bonita e sensual. A gente conversa bastante e acho que está na hora de convidá-la para ir na minha casa. Mas tenho medo de levar um fora. E, caso ela tope ir, tenho medo de que algo dê errado, e eu não corresponda às expectativas sexuais dela.”

 ***

A partir do momento em que a satisfação sexual passou a ser condição para a continuidade de uma relação amorosa, a preocupação dos homens com o desempenho aumentou como nunca. O homem, que nunca pareceu ter problemas quanto a isso, foi surpreendido por essa nova exigência: satisfazer plenamente a mulher para ser considerado “bom de cama”.

Até algum tempo atrás, várias razões o protegiam e contribuíam para aumentar sua segurança nessa área: a mulher não podia manifestar prazer sexual, a divisão das mulheres em puras e impuras e a crença de que o desejo e a necessidade de sexo eram maiores no homem.

Veja também:

Durante muito tempo se acreditou que apenas ele sentia prazer sexual. A mulher não se interessaria pelo assunto. Seu aparelho genital servia somente à procriação; o prazer era restrito a ter e criar filhos.  Mulher gostar de sexo era motivo de vergonha.

No século 19 a discussão sobre sexualidade nem era permitida. Alguns chegavam ao cúmulo de acreditar na seguinte afirmação, feita na Inglaterra pelo famoso médico William Acton: “Felizmente para a sociedade, a ideia de que a mulher possui desejo sexual pode ser afastada como uma calúnia vil”.

Mas da década de 1960 para cá, com o movimento de liberação dos costumes e o advento dos anticoncepcionais, as influências que protegiam socialmente o homem começaram a ser destruídas. A mulher, que antes só tinha experiência sexual com o marido, mesmo assim de forma restrita, agora exige mais prazer. O homem, que se mostrava seguro e absoluto, começa a se preocupar em ser avaliado e passou a sofrer muito com sua sexualidade.

O temor da impotência, de ter o pênis pequeno, a ejaculação precoce, gera insegurança. Tudo isso causa muita ansiedade, mas ainda tem mais. Até chegar a essa intimidade com a mulher, o homem tem que passar por outra prova: conseguir levá-la para a cama.

A conquista e a sedução são um novo problema. Possuem, hoje, códigos tão distintos dos de antigamente, que muitos homens se sentem inseguros. Já está longe a época em que ele não temia tomar a iniciativa. Os papéis eram bem definidos: o dele era insistir, e o da mulher era dizer não, o que não significava necessariamente uma recusa.

E agora? Acredito só haver uma saída para o homem que deseja estar em sintonia com a sua época: libertar-se totalmente do condicionamento machista que recebeu, ser espontâneo e, percebendo as singularidades da mulher que deseja, captar os sinais que ela lhe enviar.


“Quero convidá-la para minha casa, mas tenho medo de levar um fora” publicado primeiro em https://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/